quarta-feira, 27 de julho de 2011

Post Scriptum.

Disseram-me que chegaremos a um frio ímpar.
Pois bem, que congelemos.
De que adianta viver, se não for junto a Marina?

Que o mundo congele, ser-me-ia tão legal,
Eu e Marina tendo igual final.
Muito embora eu houvesse prometido um derretimento
Mas um fim unido serviria de alento.

Que congelemos, que tudo acabe de uma só vez.
Pois sem ela nada vale, nem a poesia, nem os estudos.
Nem minha música ou dinheiro.
Sem o amor dela, que todo esse gelo derreteria.

Disseram-me que chegaremos a um frio ímpar
Pois bem, que chegue.
Mas não será maior que o gelo de meu coração.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A cicatriz.

Chegaste e me cortaste.
Partiste e me deixaste aberto.

Eis a síntese de nossa vida, Medusa.
Tu me destruíste, simples assim.
Comigo acabaste, eis meu fim.

Agora não consigo mais ser o mesmo,
Mesmo que tente retomar minha poesia
Ela será escrita com teu sangue.
Por mais que eu tente mudar,
Nela sempre estará nossa cicatriz.

Eis o que aconteceu com minha vida,
Por uma navalha de amor fora aberta
E nunca mais voltará a ser como era.

Nos amamos até onde podíamos,
Mas de ti hoje resta-me apenas a cicatriz.