sexta-feira, 29 de abril de 2011

Une goutte de gauchisme.

Não tentem me controlar
Não me ponham em uma prateleira.
Eu não vou deixar que me corrompam.
Pois eu irei transgredir.

O seu dinheiro não tem maior valor
Que a minha liberdade - ou o que me resta dela.
Eu sou apenas um, mas eu sou.
E sei que como eu existem outros milhares.
Juntos podemos vencer, companheiros.
Milhares com um ideal podem vencer
Um milhão de alienados.

Não tentem nos controlar
Não nos rotulem.
Nós não seremos corrompidos.
Pois nós iremos vencer.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Para Marina Firenze.

Eu te amo, Marina.
É simples, é directo.
Cansei-me de esconder teu nome
De chamar-te por flôr, e não Firenze.
De usar acrósticos para não dizer Marina

Marina, tu deste-me a vida.
Fizeste-me feliz como nunca antes eu havia sido.
Óh, minha menina de Florença
Poderias voltar?
Me enche de novo, Marina?
Volta, Marina, apenas volta.

Eu fiz tudo errado.
 Não era perfeito, eu sei.
Não fui teu namorado
Mas me perdoa, Marina.
Dessa vez eu faço tudo certo, querida.
Volta, querida.
Porque eu te amo, Mariana.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Poema sem nenhuma razão.

Este é um poema raso.
Não há cunho político
Nem cunho filosófico.
Apenas falo mais uma vez de amor.
Se estiver cansado dele, pode parar de ler aqui.

Mas tenho de falar dele, e dela.
Dele por estar tão presente em mim,
E dela, bem, por simplesmente sê-la.
Como sou feliz por ela existir.
Ela é, e isso é suficiente para que eu seja preenchido.

Ela é, e é linda,
Lindíssima, aliás.
Ela fala comigo de um jeito ímpar
Ela e aquela pele marfínea,
Com aquele toque tão gentil.
Ela e aqueles olhos de turquesa
Tão lindos, aqueles olhos que também são meus.

Ela é, e é minha.
Como sou feliz por ela ser minha.
Por saber que aquelas brincadeiras pueris
São para mim, e só.
Eu sei que não deveria amar tanto
Que posso me iludir
E que o amor me tira a razão.
Mas por ela eu deixaria toda a razão do mundo de lado.
Seria ignorante, idiota, imbecil e tolo,
Mas seria também feliz.

Ela é aquilo que eu procurava.
Todos sonhos em uma só garota.
Tudo que eu sempre quis.
É isso que ela é.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Romance.

Honestamente, para que amar?
O amor não passa de imaginação
De uma mente imensamente criativa.
Mas essa mente, tão imaginativa, bem que podia
Focar toda essa criatividade para algo bom,
E produzir coisas que tivessem alguma valia para a sociedade.

Amar? Amar e sofrer?
Não, muito obrigado,
Sou são.
Não preciso do amor,
Ou dessa auto-afirmação.

Um par? Alguém para me completar?
Eu tenho Fernando, Oscar, Gareth e Ezra.
Eles me preenchem o suficiente.
Não preciso de alguém que me diga coisas levianas
E sentimentos superficiais.

Romances são tediosos.
Simples assim.
Tal como um e um fazem um par,
Esse par há-de ser tedioso.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Caxias.

Tu, tão certinha
E com tua beleza tão simétrica.
Com os olhos azuis e cabelos dourados
Tua pele de marfim, tão macia.
Com toda essa sua ascendência ariana
E tua disciplina totalmente puritana.

Tu, que por mais que fosses estudiosa,
Usavas o "tu" incorrectamente,
Mas em conformidade com teus costumes.
E eu te corrigia
Apenas para brincar com teu coração.

Ah, minha menina tão Caxias,
Meu amor é todo teu.
Apesar de toda tua educação e moral,
Tu roubaste meu coração.
Com tua juventude e teu correcto amor

segunda-feira, 18 de abril de 2011

As pessoas passavam por mim
E cada uma deixava um pouco de si
Os pecados cometidos no botequim
Os preconceitos sobre aquele casal que vi.

Eu sou um pouco de cada um
Tenho todas cores, sou de qualquer idade
Sou todos e sou nenhum.
Sou apenas a sociedade.

Acho-me tão diferente
Mas faço parte e sou um milhão.
Nunca estou realmente contente,
Não deixei de ser a civilização.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Nix.

Eu sei, estamos no outono
E ainda por cima sequer neva em São Paulo.
Mas juro-lhes, amigos, hoje eu vi neve,
E era linda.

Era neve, eu bem sei.
Aquela cor de marfim
Aquele toque suave,
Aquela frieza, que tanto aquecia meu coração.
Era neve.

Apaixonei-me por ela.
Deixou-me congelado
Perto dela, não podia mover-me
Era amor, amor verdadeiro.

Ela era única.
Eu poderia andar milhas e mais milhas
E jamais acharia alguém igual.

Ela caía, caía e me tocava,
Tocava-me e completava-me.
Mas, quando eu a abracei,
Esvaiu-se em minhas mãos.

Por fim, deitei-me junto a ela
- ou junto ao que foi um dia -
E cá, ao meu lado, ela jaz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Poema tão sincero.

Menti. Ainda minto.
Pois é, não sou perfeito.
Faço coisas erradas, eu bem sei.

Fiz promessas, que por si só são meias mentiras.
Não cumpri metade delas.
A outra metade já era uma farsas desde o começo.

Peco, e peco com gosto.
Minto, e minto constantemente.
Não sou nada do que pensam.

Não sei que onde surgiu essa admiração por mim.
Não sou um sujeito admirável
Nem respeitável, ou amável.

Não mereço vossas amizades,
Não mereço vossos amores.
Não mereço.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tenho um desejo somente.
E nesse poema procuro exprimi-lo.
Preciso ser internado em um sanatório
Apenas isso.
Verdadeiramente, preciso disso.

Enlouqueci, é essa a verdade.
Não suporto mais minha vida
Não suporto olhar no espelho e ver a mim
Minha face me é asquerosa, ultimamente.
Estou louco, estou perdido
Ante o sem-sentido mundo.

E não é que a vida dos outros seja mais simples.
É que eles possuem soluções,
Eles têm pessoas que os afagam, mesmo com os sofrimentos do mundo.
Eles não estão sós, eles não tem de enfrentar a loucura sozinhos.
Eles não estão sozinhos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

No cinema.

Lá fomos nós.
Assistir a um filme.

Pois bem, que filme assistiríamos?
Que longa nos faria bem?

Que tal uma comédia romântica?
Melhor não, nosso amor já é sorridente o suficiente.

Um filme de acção não seria bom.
Preferimos o amor à guerra.

Sendo assim vejamos um romance.
Ou não, às vezes é melhor viver, e não ver.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Afrodite.

És linda, simples assim.
Todos querem tua beleza
Todos querem amar-te.

És divina, ó Afrodite.
O amor que de ti emana
Seria suficiente para purificar hades.

Não és uma musa das nove artes.
Mas será a minha musa.
A musa da arte do amor.

Pois és o amor, minha deusa.
As ninfas, os faunos, as musas
Invejam-te e admiram-te.
Queriam ser como tu, queriam ser teus.

Toca-me, Afrodite.
Toca-me e enche-me de amor.
Deixa-me tocar-te, Afrodite.
Mas sei que não posso fazê-lo.

Queria amar-te, ó deusa.
Mas sei que não posso.
Sou apenas um mortal.
Perto de ti, sou nada.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Clearly non-Luqué!

Amor.

Tamanha invenção, honestamente.
O amor não existe, hormónios existem.
Ter um par nesse mundo.
Alma-gémea, bobagem,
Pois até mesmo os gémeos são diferentes.
E mesmo assim, não existe uma pessoa para você,
Não, existem muitas pessoas por aí
E várias delas podem ser suas.
Mas nenhuma nasceu para você,
E nem você nasceu para alguém.
Você é seu e nada mais.

Amor.

Idiotice, parvoíce, ingenuidade.
Acreditar em final feliz, e que não vive sem seu par.
Tolice, e das grandes.
Continuará a viver sem seu par,
E ele viverá sem você.
Se viveram até hoje sós, por que agora precisam um do outro?

Amor.

Está nos outros, disseram.
Disseram que aquela garota era o amor, ao menos para mim.
Mas se o amor está encarnado nelas
Porque devo chamá-las de amor?
E não de Mariana ou Daniela?

Amor

Tão crível quanto os deuses.
Deus é o amor.
O amor é um deus.
Minhas provas da existência de amor
E de deuses são iguais:
Apenas pessoas carentes de atenção,
Que buscam em outros,
Sejam pessoas reais ou não,
O complemento deles mesmos.

Amor.

Ou neurotransmissores?
Nossos hormónios são o amor.
Nossos instintos naturais são o amor.
A necessidade de procriar
E manter a espécie.
É isso que chamam de amor.

Amor.

Está em canções, filmes e livros,
Em nossa imaginação,
Mas nunca na realidade.

Amor.

Foi criado por alguém.
Para que ouvissem essas canções
Vissem os filmes e os livros fossem vendidos.
E para que os poetas vivessem.

Amor.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um conflito ou a mente feminina.

Muito bem.
Tenho duas opções, ótimo.
Analisarei-os, portanto.

Bem, o primeiro é um bom garoto:
Engraçado, simpático e quer meu bem.
Ele me quer bem também, poxa.
Parece que me ama, isso é lindo.
Ele é bonitinho, aliás,
E é tão romântico.
Parece que sofreu bastante em outros relacionamentos,
Devem ter sido umas megeras para fazer isso com ele.
Um garoto que seria tão bom amigo.

Certo, vamos agora ao segundo:
Antipático, egoísta e ridículo.
Não quer meu bem, apenas quer-me como um troféu,
Ele não tem sentimento algum, apenas por si mesmo.
É claro que ele é bonito,
Mas também é narcisista, como poderei amar alguém que só olha para si?
Ele fez garotas sofrer, ele só as faz sofrer.
Mesmo assim as garotas continuam a se entregar para ele,
Para esse garoto tão malvado.

Certo, tenho de escolher,
E, por deus, a resposta é óbvia.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aniversário.

Hoje é teu aniversário.
E há tantas coisas que eu queria te dizer
E te dar, querida bailarina.

Queria te dizer que te desejo um feliz aniversário
E que quero teu bem e as demais coisas.
E o quanto mereces a felicidade, mais do que ninguém.

Queria dar-te tudo que sempre quis,
Teus sonhos mais profundos.
E o que sempre quis te dar, meu amor.

Hoje é teu aniversário.
E há tantas coisas que eu queria te dizer,
Mas não direi.

Então cá ficam minhas congratulações,
Mesmo que não leias.
Fica sabendo que foram de coração.