sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Cinco mil milhas

Não é a distância que me dói.
O Atlântico não poderia parar meu amor.
Não é ver a tua alegria de estar com outros que me destrói
É saber que encontrei alguém que nasceu para mim
E saber que esse alguém não é meu, por isso meu coração se corrói.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Inexistência

Entendi, finalmente, o motivo
De tanta ignorância e desdém
De eu não ter nenhum caso afectivo
O porquê ninguém me quer bem.

Inexisto, é apenas isto.
Não se importam com minha presença
Nem notam minha ausência, visto
Que sou tomado por malquerença.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Amor

Eu sei, já escrevi outros setenta poemas de amor
Mas esse é diferente, eu juro.
Hei de explicar o porque escrevo sobre ele
Não é que eu viva o amor o tempo todo
É apenas o contrário:
Não há amor em minha vida.
Justamente por isso escrevo sobre ele
Para tentar preencher esse vazio
Para fingir que em mim ainda há amor.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Natal

Eu poderia ser cliché
Prometer te dar meu coração
Ou poderia escrever na minha carta algo como
"Pai Natal, de presente quero aquela moça de branco ."
Apaixonar-se-ia por mim no mesmo instante, se fosses tolinha.

Se fosses
Mas não és.
Eu bem sei, odeias clichés
És inteligente o suficiente para odiá-los
E para saber que não te peço de Natal por apenas um motivo
Eu te quero é de Natal, de Páscoa, de aniversário, eu te quero sempre.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Soneto da bailarina

Bailarina, doce e linda menina
Tão Graciosa, leve e bela rosa
Tu danças delicada e feminina
Deixa-me com sensação dolorosa.

Teus movimentos, a tua formosura
Põem-me junto aos teus delicados pés
Teus pensamentos, tua ímpar mesura
Nunca serão considerados torpes.

Jovial e cândida meninota
Roubaste meu coração quando olhaste-me
Bailas como voa uma branca Gaivota.

Ó, minha senhorita lusitana
Eu sei que por mais que eu grite ou te chame
Não dançarás em terra paulistana.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Amor por voar

I
Eu, que nunca voei nem soube voar
Contarei uma história a vocês leitores
Sobre um garoto que amava o mar e o ar
E tinha a eles e às aventuras como amores
Ele voou, sonhou e fez sua história
Cheia de sorrisos, dores e glória.

II
Bem, comecemos do começo
Ele era jovem e curioso
Não necessariamente alguém que conheço
De qualquer modo, tornou-se grandioso
Junto dessa curiosidade veio um desejo
"Quero voar, conhecer tudo que apenas em livros vejo."

III
Foi então seguir seu sonho
Percebeu que precisava ser como uma ave
Enfrentaria todo problema, não importa se fosse medonho
Pois bem, construiria uma aeronave
Voaria alto pelos céus
E, lá de cima, veria todas naus.

IV
Procurava então alguém para o ajudar
Encontrou uma sábia garota
Ela prometeu que o colocaria no ar
Que ele voaria tal como uma gaivota
Ele encheu-se de esperança
E sorriu, como toda criança.

V
Ela então uma máquina desenhou
A "Incrível Máquina de Voar", ou IMV, se preferir
O projeto, o garoto adorou
E perdeu horas a sorrir
Pelo resto do dia só pensou na Incrível Máquina de Voar
E com ela, passou noites a sonhar.

VI
Puseram então as mãos à obra
Ele pegava os materiais, ela construía
Com tanto trabalho, cansaram-se uma hora
Seus braços, pernas, tudo doía
Resolveram então dedicar-se ao lazer
Brincaram de tudo, ignorando qualquer maldizer

VII
No dia seguinte, voltaram ao trabalho
À Máquina de Voar iriam se dedicar
Todavia, viram que algo era falho
A engenhoca não conseguia funcionar
A pobre menina entrou em desespero
Mas o garoto disse que o problema era mísero.

VIII
Eles então buscaram a solução
Ela encontrou o tal do problema
"Veja bem, a falha é neste pistão."
Arrumou por fim o sistema
Seus motores roncavam
Todas hélices giravam.

IX
A IMV finalmente subiu ao ar
Lá de cima o menino tudo via
As montanhas, colinas e todo o mar
Lá de baixo a menina sorria
Por seu amigo e sua máquina
Mas não é agora que a história termina.

X
O tempo foi passando
A IMV foi melhorada
O menino foi pensando
Que ela podia ser sua namorada
Não a máquina, que ele também amava
Mas a menina, em quem tanto pensava.

XI
Mas eram jovens, inaptos para o amor
Sonhavam com aventuras como amigos
Derrotariam um malfeitor
Das maldades tornar-se-iam inimigos
Virariam heróis para aquele povo
E fariam tudo aquilo de novo.

XII
Souberam de uma ilha que estava sob ataque
Começaram em definitivo as aventuras
Quando juntos, não há nada que os machuque
Subiram os dois às alturas
A ilha era o seu destino
No controle do leme ia o menino.

XIII
Ao aproximarem-se da ilha
Viram o caos tomando o litoral
O mar estava nas mãos de uma quadrilha
De piratas que buscavam o mal
Resolveram tentar aterrissar
Embora o chão mal conseguissem enxergar.

XIV
Os jovens então aterraram
Tentaram entrar escondidos
Mas os vilões logo os encontraram
E nossos heróis pareciam perdidos
Quando o bom menino reagiu
E alguns capangas com um forte golpe atingiu.

XV
Encontraram o líder dos piratas
Mas o garoto mostrou-se forte
Derrubou o homem como pisaria em baratas
E mostrou que a primeira vitória não foi mera sorte
Os dois saíram com a vitória
E começaram ali uma grande história.

XVI
O garoto começou a treinar
Pretendia virar um grande guerreiro
A espada iria dominar
Não temeria nem o mais forte arqueiro
Passou a se exercitar dia e noite
Dentre todos homens, seria o mais forte.

XVII
Ela não podia ficar atrás
Como boa estudiosa, buscou nos livros
Aprendeu diversas magias
Procurou ensinamentos de grandes bruxos
Dominou então os princípios da feitiçaria
Os vilões ela sempre derrotaria.

XVIII
Foram então os dois atrás de aventuras
No meio da grande cidade colocaram anúncios
"Grandes heróis procuram tarefas"
Sempre alertas, voavam sobre os edifícios
É claro que haviam se empolgado
Ao heroísmo não haviam chegado.

XIX
Mas eles pouco se importavam
Agiam como combatentes do crime
Com isso os dois se contentavam
E isso já é algo que se estime
Por mais que seus modos fossem infantis
No futuro, levariam as esperanças de muitos civis.

XX
O tempo passou de maneira muito rápida
Eles fizeram algumas tolas tarefas
Mas nada demais, tirar gato da árvore, arrumar pia entupida
Nada heróico para tão poderosas pessoas
A esse ponto não eram mais nossas crianças
Já eram adolescentes aptos para aventuras.


XXI
Os dois finalmente conseguiram uma missão
Num vilarejo distante, os desaparecimentos eram constantes
Foram à batalha sem discussão
Nosso já maduros mas antes infantes
Enfim foram à tal vila
E levaram coragem na mala.


XXII
Ao chegar deram com uma cidadela deserta
Foram logo falar com o líder daquele povo
O bom ancião disse que a causa não fora descoberta
Mas que tudo aquilo era muito novo
Todos desaparecidos haviam ido para a floresta
"Bem, então ir até lá é tudo que nos resta".


XXIII
Vários aldeões os repreenderam
Disseram que da floresta não voltariam vivos
Mesmo assim os jovens não se importaram
Ao bosque se dirigiram altivos
Partiram em busca da solução do caso
Embora no fundo temessem algo tão misterioso.


XXIV
Chegaram por fim à tal mata
De cara nada encontraram
Mas mais à frente uma coisa se constata
As pessoas não desapareceram
Na verdade estava todo mundo junto
Faziam parte de um tipo de culto.


XXV
Este culto era bastante confuso
Pareciam odiar o líder da aldeia
Queriam ele daquela terra excluso
Os heróis não entenderam essa ideia
De que o ancião era o malfeitor
E que tão bom homem causaria dor.


XXVI
Os jovens conversaram com os membros daquela sociedade
E entenderam que o mal não era o velho, mas algo que se apossou dele
Quando a noite caiu, o velho mudou de verdade
Ficara com pupilas vermelhas, cinzenta ficou a pele
Nossos protagonistas teriam de o deter
O nosso espadachim o enfrentaria sem temer.


XXVII
Lá foram os dois, rumo à batalha
O velho era agora bastante forte
Essa luta seria mais difícil que a da ilha
Teriam de derrotá-lo, mas queriam evitar a morte
Nossa pequena bruxa procurou em seus livros
E depois de um tempo encontrou algo sobre tais feitiços.


XXVIII
"Controle da mente, só pode ser isso"
E logo abaixo encontrou a solução
Dessa vez o garoto ouviu-a, foi submisso
Lutou e segurou o velho enquanto a garota preparava a poção
Ao terminá-la, a jovem xamã deu o elixir ao homem possuído
As marcas da maldição foram embora, o ancião estava curado.


XXIX
Terminado o trabalho, foram evoluindo e, enfim, voltaram para casa
Em sua cidadela natal, o casal foi ovacionado
Todos souberam das façanhas de dupla tão poderosa
Que um vilarejo inteiro os jovens haviam salvado
Tornaram-se então importantes heróis
Como já haviam sonhado, mas agora eram reais.


XXX
Depois de tanto festejo, veio o reconhecimento
A diversas missões foram eles encaminhados
Melhoraram bastante seu equipamento
Para todo tipo de batalha estavam preparados
Voavam para todo o continente
Conheciam e salvavam todo o tipo de gente.


XXXI
Os dois conheceram até a família real
Viraram deles amigos e até fizeram algumas tarefas para o rei
Nada de gato em árvore, combatiam o verdadeiro mal
"O maior guerreiro do mundo eu serei!"
Era o sonho de nosso soldado
E agora estava totalmente realizado.


XXXII
Tornaram-se lendários
De norte a sul, todos os conheciam
Eram ídolos para todos
De leste a oeste, todos os admiravam
Viraram os principais heróis
Eram defensores de todo o país.


XXXIII
Depois do surgimento deles, o mal desapareceu
Aquele mundo ficou tão calmo quanto o mar sem nosso herói
E por um momento do mar o nosso jovem esqueceu
E agora esse amor se reconstrói
Pela viagem e pelo mar
Esse tal amor por voar.


XXXIV
Resolveu então voltar às viagens
Deixou sua amiga protegendo a cidade
E foi pelo mundo conhecer as imagens
E foi com tamanha agilidade
Conhecer o mundo
Viajar num segundo.


XXXV
E lá está ele, voando pelos céus
Até hoje, nunca voltou
Deixou de lado todos troféus
Por tudo aquilo que tanto amou
Descobriu que o mundo era sua casa
E deixar de viajar seria como cortar uma asa.


XXXVI
E assim acaba esta história
De um garoto que amou e voou
De um garoto que deixou a glória
E da aventura nunca se cansou
Assim acaba a história de um voador
Que colocou em primeiro lugar o amor.


XXXVII
Eu, que nunca amei nem soube amar
Contei essa história a vocês amigos
De um garoto e seu amor por voar
De um garoto que encarou os perigos
Ele sonhou, voou até além da lua
Fez a história dele, agora falta só a tua.


Epopeia dedicada a Felipoteoteote.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A partida

Bem, já fostes embora
Mas podes voltar a qualquer hora.
Eu jamais te recusaria
Podes preencher essa casa vazia.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Portugal

Não gosto muito desses ares
Meu amor é banhado por outros mares.
O Brasil não é o motivo pelo qual nasci
Em pouco tempo estarei longe daqui
Como eu queria estar em Portugal
Lá eu seria considerado normal.
Não criticariam meu modo de falar
Seria bem aceito o meu paladar.
Olho em volta e não gosto do que vejo
Quem dera estar às margens do Tejo.
Moraria no Alto de Santa Catarina
Só eu e a minha doce menina.
Jovial e sábia portuguesa
Belíssima, embora isso não se ponha à mesa.
Amigos, eu vou para a Península Ibérica
Cansei-me dessa tal de América.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

(ir)Racional

Antes de conhecê-la, eu era um homem da razão
Não tinha sentimentos, não ouvia o coração
Para mim o amor era causado por hormônios
Impulsos nervosos controlavam minhas emoções.

Já ela, ela era delicada como uma flor
Mesmo sem entender nada de angiospermas.
Quando apaixonei-me, tentei entender
Mas ela mostrou-me que eu estava errado
"Não existe cosseno da paixão, seu bocó."
Pronto, nesse verso dodecassílabo me tirou a razão.

Quando eu dizia que nosso coração tem dois átrios e dois ventrículos
Dizia: "Que nada, é isso aqui."
E apontava para um desenho que fazia no chão
Com um L e um M dentro de um infantil desenho de um coração.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Carta de amor

Nunca recebi uma carta de amor
Não me lembro se já ouvi um "te amo" sincero.
Nunca senti-me amado de verdade.

Nunca enviei uma carta de amor
Já as escrevi, mas nunca tive coragem de lhe enviar.
Às vezes não sei se tenho algo aqui dentro.

Nunca amaste alguém, eu bem sei
Não mostras amor a ninguém
Suas paixões são vazias, nós sabemos.

Nunca senti amor verdadeiro
Não acredito que amor verdadeiro é amor derradeiro
Mas nada disso me faz falta.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O culto

De que me valem belas palavras
Se minha vida não é igual?
De que adianta conhecer teorias
Se minha alegria é irreal?

Posso até ser culto
Mas não cultivo o amor
Meu sorriso, esse teima em viver oculto.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sheena

Ela usa coisas das quais nunca ouvi falar
Ela namora garotas e garotos
Ela vai a festas que não servem guaraná
Ela não se importa com sentimentos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Felicidade

Eu nunca busquei a felicidade
Não, eu nunca quis ser feliz
Eu não prezo pela felicidade
Não, eu não quero ser feliz.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Entrega

Entregue isso a uma garota
A com pele de porcelana
E graciosa como borboleta.

É o seu coração
Ele não me pertence mais.
Mas não peça o meu de volta
Porque ele eu não posso mais ter não.

Diga a ela que eu me entrego
Que meu coração é dela e de mais ninguém
Que pessoa nenhuma comparar-se-á a ela
E que de todas ela é a mais bela.

Entrego-me então à solidão
Sofrerei então sozinho
Mesmo em meio à multidão.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Espelho

Eu vejo um garoto triste
Miserável, pra ser sincero
Mesmo que ele não seja amigo da sinceridade.

Coitado, acredita que ela pode voltar.
Ingênuo, acredita que pode ser feliz.
Completo tolo, acredita na humanidade.

Acredita em final feliz
Adora filmes infanto-juvenis.
E torce para que sua vida tenha um final igual.

Sorri e esconde os sofrimentos
Engana a todos, cala os lamentos.
Mas eu e ele sabemos que, no fundo, ainda dói.

Ele então tenta se esconder
E eu vejo alguns cortes abertos em seu corpo,
Mas mesmo assim, não são tão profundos quanto os do coração.

O vejo se afogando em lágrimas
Então dele eu tenho tanto dó.
Coitado do garoto do espelho.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Máscara

Se não fosse pela poesia
Um ator eu seria.
Adoro mentir, ser quem não sou
E enganar quem em mim tanto acreditou.

A falsidade é minha melhor amiga
Uma bela mentira é a coisa mais meiga.
Sou como todos poetas, um fingidor
Logro pelo bel-prazer de ver sua dor.

Visto uma máscara sobre a tristeza
Máscara essa que se enche de mentiras
Mas sem ela a alegria é uma incerteza

Já até esqueci o que é sinceridade
Já desisti das reais ideias
E nem sei mais o que é amor de verdade.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A verdade e você

Não é que minha alma seja pequena
Mas sabe, você não valeu a pena.
Os sofrimentos foram de força intensa
E a pouca alegria que trouxe não compensa.

Você parecia bem melhor
Mas logo vi que era gêmea da dor.
De longe esbanjava doçura
Mas de perto mostrou-se tão imatura.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Como amar uma desconhecida

Vês aquela nova garota?
Sim, a de pele ebúrnea mesmo.
É bonita, não achas?
Acho ótimo que concordamos.
Faça o seguinte então:
Finja que ela é inteligente,
Simpática e engraçada.
Muito bem!
Agora falta apenas um passo.
Projeta nela todos seus sonhos.
Perfeito. Conseguiste um amor ímpar
E estás pronto para mais uma desilusão.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ninguém me chama de querido

Não, ninguém me chama de querido
Quando não querem nada de mim.
Não encontro sorrisos
Se não há nenhum número envolvido.
Todos esquecem meu nome no fim
Quando longe dos deveres incompletos.

Sou completamente invisível
Fora de um centro acadêmico.
Ouço muitas vezes meu nome
Ao pedirem que explique o incompreensível.
Ninguém diz que sou único
Exceto quando tentam entender um pronome.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

umadeusaLauraMarling

Eu sei que não sou deus nenhum
Estou mais para um fracasso
Um homem errante que canta sobre romance.

Já você, é uma deusa, Laura Marling
Sonho tanto, sonho com seu novo jeito romântico
E que você é um fantasma que partiu meu coração.

Eu sei que há felicidade do outro lado do rio
Mas, infelizmente, não sei nadar
Poderíamos ir ao México, eu, você e o meu violão.

Então escrevo um adeus a Laura Marling, coberta em neve
Embora haja esperança no ar e eu cruze meus dedos
Deve ser Karma, a descida da escuridão ou uma fala do diabo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lovesick

Estou fraco, querida
Minha pele esfria a cada dia
Meu corpo dói com sua partida
A tristeza minha vida invadia

Diziam não haver cura
Até que o quarto você invadiu
Trazendo sua alegria e brancura
E a ideia da morte dissuadiu.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fama

Eu sentia de todos o calor
Garotas e garotos me tocavam
Todos me davam amor
Doces corpos me adulavam

Garotas com roupas instigantes
De rostos angelicais e mentes vulgares
Peles marfíneas e lábios ardentes.

O sentimento não era verdadeiro
O toque, sim.
Embora o desejo fosse lisonjeiro
Naqueles jovens eu via Caim.

Garotos de corpos encantadores
Levavam-nos a outros ares
Jurando prazer e ternos amores.

Eu fiz tudo isso pela fama, baby, a fama.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Perdido

Eu não pertenço àqui
Meu coração ficou acolá.
Não sei como me perdi
E como pude pensar
Que hoje é melhor que antes
Que tu és melhor que ela
Que eram melhores acompanhantes
Que podia deixa minha donzela.
Sinto-me perdido
Eu não devia estar com vocês
Ficarei a procurar aquele rosto cândido
Daquela menina de ar burguês.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um soneto para alguém

Ela era tudo que eu queria.
Ela era tudo o que eu sonhava.
Todas noites em que eu a perdia.
Era nela que eu pensava.

Seus lábios eram de tenra doçura
Suas mãos afagavam minha face
Seu calor me tirava da tristeza escura
Esquecer-lhe seria pura idiotice.

Escrevo então para ti
Mesmo eu não sabendo quem és
Mas sabendo que tanto sofri.

Escrevo então para você
E jogo-me aos seus pés
Não por amar-lhe, mas para sair da mesmice.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amor próprio

Amo-me intensamente
Mas não como os outros
Não me amo para poder amar os outros
Amo-me apenas para amar-me.

Admiro tudo o que eu faço
Amo apenas as musas que crio
Choro apenas com minhas tragédias
Leio apenas versos por mim escritos

Amo-me fielmente
Amar-me-ei até o fim
Oh, Lucas, como amo-te.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aposto

Como um aposto, tão sem gosto, o seu rosto
Tentou ficar na minha mente.
Mas falhou esse rosto mal disposto.

Aposto que você não faria nada
Para deixar de ser esse
Aposto que nada acrescenta à minha oração.

Eu aposto que de ti não gosto
Se quiser até te mostro que não estou contente
E nesse rosto eu sequer encosto.

Aposto que você não faria nada
Para deixar de ser esse
Aposto que não toca o meu coração.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A outro amor aniversariante

Amei-a como se a tivesse
Vivi como se ela estivesse ao meu lado
Ri como se suas piadas fossem para mim
Inocentemente acreditei que pudesse tê-la
Logrei a mim mesmo com essa paixão

Li seus versos como se fossem meus
Armei para mim mesmo essa decepção
Vi minha queda ao sair da ilusão
Infligi sequelas inapagáveis em meu coração
Gastei minhas lágrimas por quem não me conhecia
Neguei que ela não era minha
E amei quem mais merecia.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Canção da mediocridade

Tornou-se tão simples
E também tão sem graça.
Hoje você faz
Tudo que abominava.
Abraça todos que odiava.

Tornou-se tão medíocre.
Não possui mais nada
De diferente ou extraordinário.
Tudo que você sonhava
Foi deixado pra trás.

Como pode fazer isso?
Deixar seus desejos e ambições
Em troca de beijos e afeições.

Como pode pensar isso?
Que alguns abraços e sorrisos
Preencheriam seus pensamentos vazios.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estoica

Como podes ser tão impassível?
E não reagir aos meus sentimentos.
Como consegues ser tão insensível?
E não consentir meus sofrimentos.
Dize-me, por que nunca ficas eufórica?

Como fazes para ser tão calma?
E não ficar aflita jamais.
Como escondes tão bem tua alma?
E não ter pensamentos anormais.
Dize-me, por que és tão estoica?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dezessete

Eu deveria estar diferente
Eu deveria estar contente
O mundo me parece igual
O mundo me parece tão normal

O céu continua cinzento
O mundo continua nojento
A cidade continua melancólica
A vida continua metafísica

Aos dezessete, eu deveria ser alguém
Aos dezessete, eu deveria ter ido além
Mas ainda sofro como quando era pequeno
Mas ainda tomo do seu veneno.

Dezessete pessoas se perderam na multidão
Dezessete sonhos se perderam na minha mão
Eu deveria ter me dedicado às letras.
Eu deveria ter te esquecido com dezessete outras

Mas nem dezessete mil anos me fariam esquecer-te.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sinceridade

É, eu não serei nada do que quis
É, jamais lhe farei feliz.
Não, eu nunca serei o seu sonho.
Tampouco receberei o reconhecimento que não mereci.
E mais essa noite dormirei pensando em ti.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O erro

Inclinasse-se, idiota
Ela curvou-se a ti
Beijasse aquela meninota
Todos seus sonhos bem ali
Mas escolheu errar
Então, que fique a chorar.

Tinha à sua frente o rosto dela
Mas não escolheu o contato
Amasse aquela donzela
Mas preferiu ser o senhor sensato
Preferiu o constrangimento
E ficará com o sofrimento.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Para ser genial, sê verdadeiro: nada
Sobre o mundo inventa ou omite.
Sê verdadeiro em todas coisas. Mostra a verdade
No mínimo que contas.
Assim em cada mar o sol todo
Brilha, porque alto e verdadeiro vive.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um conflito

Só sorrio
Sem o seu sorriso

Só sou belo
Quando você não vê

Só sou engraçado
Quando você não escuta

Só sou gentil
Longe de ti

Só sou inteligente
Quando você não avalia

Só sou talentoso
Quando você não se importa

E só me ama
Quando eu não estou.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Um sonho

Ela era perfeita
Ela era doce
Ela me entendia
Ela me amava

Não! Por que tive de acordar?!
Oh, cadê o meu amor?
Não! Por que não posso mais sonhar?!
Oh, cadê o meu torpor?

Nós nos completávamos
Nós não temíamos nada
Nós amávamos um ao outro

Não! Por que não posso voltar?!
Ao meu sonho, à minha amada.
Não! Por que não posso mais amar?!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A renúncia

Eu já nem quero mais ser feliz.
Não. Seu amor eu nego.

Eu nem quero mais sorrir
Para seu amor sou agora cego.

Eu nem quero mais te amar.
De ti eu agora me desapego.

Eu nem quero mais te escrever
Então o nosso amor eu apago.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Soneto da Lua

Ah, como podes ser tão linda?
Como podes ser tão delicada?
Como podes ser tão branca?
Como podes ser tão brilhante?

Ah, por que estás tão distante?
Por que deixas minh'alma tão fraca?
Por que somes, minha amada?
Por que deixas minha vida tão sofrida?

Ah, Lua, por que estás tão longe?
Como podes ser tão doce?
Por que feres-me como uma falanje?

Oh, Lua, como podes ser tão maligna?
Por que não vês essas lágrimas em minha face?
E ainda assim ser tão digna.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Último soneto ao amor em forma de Desastre

Hoje não é mais nada
Veio como um furacão
E hoje não mais incomoda
Virou uma brisa que paro com a mão.

Era o sonho mais sublime
E a realidade mais triste
Hoje não mais me deprime
No meu coração não existe.

Desastre, fostes o melhor sonho
Levaste-me a lugares desconhecidos
Hoje, sem ti, me recomponho.

Desastre, destruístes minh'alma
Amplificaste todos meus gemidos
Tiraste para sempre toda minha calma.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Solidão

Para você, Solidão
Que eu queria escrever Adeus
Que eu queria fazer rimas
Sobre Saudades e Até-logos

De você, Solidão
Que eu queria sentir saudade
Eu queria não te ter
Eu queria por você sofrer.

Sem você, Solidão
Que eu quero viver
Um até nunca mais
Quem sabe me deixa em paz?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Canção do sofrimento

Cansei de sofrer tanto
De chorar todas as noites
E é por isso que canto
É por isso que tenho tantos cortes

Tantos anos de solidão
Tanto tempo sem amor
Vendo apenas escuridão
Acompanhado apenas do terror

Sem alguém para segurar
Sempre sozinho
Vertendo mais e mais lágrimas

Só eu e minhas lástimas
Sangrando por este espinho
Sem ninguém pra ser meu par

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inspiração

Inspire-me, querida
Preciso de ti dessa vez
Preciso de teu sorriso
Para iluminar meus versos

Inspire-me, princesa
Precisarei de ti outra vez
Precisarei de tua voz
Para acalmar meu coração

Oh, minha musa,
Mostre-me o que fazer
Porque sem ti
Sinto-me cego

Oh, minha cara,
Leve-me à verdade
Pois sem ti
Não sei o que é certo ou errado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Coração

Eu poderia te amar
Eu até gostaria
És tão amável
De sorriso cativante
E sempre a sonhar

Mas há um problema
Alguém aqui dentro
Discorda de mim
Esse coração lúgubre
Insiste em te criticar

Ele teima em te diminuir
Diz que não me mereces
Mas eu sei que ele diz isso
Por medo de ir embora
Que eu o entregue para a senhora

Ele teme ser deixado
Mudar de dono
Não lhe parece boa coisa
Ele teme ser partido
Depois de tanto ter sofrido.

Mas bem que eu poderia te amar...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um poema para você ver

Eu poderia escrever todas as palavras certas
Fazer versos decassílabos e Alexandrinos
Recheados de rimas e assonâncias
Com aliterações e prosopopeias

Milhões de estrofes eu escreveria
Dísticos e quartetos provariam meu amor?
Sinestesias lhe trariam para mim?

Eu faria sonetos louvando-lhe
Entre rimas ricas e pobres
Tentaria mostrar que nasceu para mim

Uma musicalidade graciosa provaria minha paixão.
Mas não são poemas que lhe trarão de volta
São ações, palavras concretas
E não sonhos e ações imaginárias.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sofia

Deste dia em diante,
Dedico minha vida a Sofia
Não desperdiçarei nem mais um dia
Meus dias que estão por vir
Às letras e a Sofia serão dedicados

Digo adeus à vida ociosa
Amarei apenas os estudos
Viverei em serviço da sabedoria
Espero que tenham aproveitado o tempo
Porque este, feliz ou não, é o fim.

Poema dedicado à Sofia Maggio.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tu

Tu que sempre fostes a mais querida
Todos adoravam-te mais que a própria vida
Nenhuma vez se sentes sozinha?

Tu que és a melhor em tudo que fazes
Nenhum erro ou equívoco
Nunca se fitaste perdida?

Tu que sempre mostras impassibilidade
Jamais se apegaste ou desejaste
Nunca pensaste em amar?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A mudança

Hoje acordei diferente
Diferente de mim mesmo
Diferente de ti.

Hoje acordei sem amar-te
Hoje eu questiono se és a coisa certa para mim
Hoje não sou mais o tolo que fizeste chorar.

Hoje eu e tu não formamos um "nós"
Hoje a ideia é mudar
Hoje a ideia é te deixar.

Mas eu sei que não conseguirei
Logo voltarei, porque sei
Que não existo longe de ti.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Suposições

Suponhamos que eu sinta a sua falta
Suponhamos que eu me importe
O que você faria?
Por mim, todas as noites choraria?

Suponhamos que você seja meu mundo
Suponhamos que, por ti, meus olhos ficaram vermelhos
O que você pensaria?
Que sou um fraco, que não lhe merecia?

Suponhamos que nada disso seja mentira
Que todas noites meus sonhos você inspira
Que você seja aquela que o meu coração chateia
Isso lhe faria mudar de ideia?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Autobiografia

Nunca realizará metade dos seu sonhos
Nunca fará uma garota feliz
Será apenas mais um na multidão
Não mudará nada no mundo
Suas ideias não atingirão ninguém

Seus poemas não a conquistarão
Suas piadas não a farão rir
Será o único a continuar sozinho ao final da festa
Será coadjuvante em tua própria vida
Será sempre você, Lucas

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Quarto soneto ao Amor em forma de Desastre

"Apenas você e eu, Desastre."
Minhas pernas tremiam
"Tu nunca fizeste isso antes, não é, Lucas?"
Meu coração palpitava

"Não, nada sei sobre isso, Desastre."
Meus medos transpareciam
"Em meus braços, seguro estás. "
Meu sonho se realizava

Pelos braços a guiava
Desastre era minha menina
Desastre era o puro alvor

Em meio à escuridão, ela brilhava
Naquela noite, não vi Desastre sob a neblina
Vi apenas o Amor.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um poema

Um poema para me fazer bem
Com todas as palavras que eu queria ouvir
É o que eu queria

Um jeito mais fácil de se viver
Sem tristezas ou adversidades
É o que eu queria

Uma garota para me chamar de "Amor"
Afagar meus sofrimentos
É o que eu queria

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sobre você

Obrigado, minha cara
Por todas as lágrimas que derramei
Por todas as noites que não dormi
Por meu coração partido

Obrigado, querida
Sem ti, meu sonhos seriam ermos
Eu até teria uma vida
Quem sabe alguém me amaria

Obrigado por existir.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Soneto para Victor Bagy

Às vezes eu sonho ser igual a ti
Tão genial e seguro de si
Jamais hesita ou erra
Encarando partidas como a uma guerra

Eu queria apenas saber como fazer
Para tão genialmente uma meta defender
Eu queria como você voar tão alto
E é por isso que neste soneto te exalto

Ah, como eu queria ser assim tão bom
Eu poderia também ser tão ágil
Mas talvez eu devesse nascer com um dom

Se eu pudesse ser também tão mágico
Seria como você o melhor de todo o Brasil
E é por isso que tua habilidade eu versifico.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sem título

Não posso me apaixonar
Não posso sofrer
Não posso me perder
Não posso amar
Não posso me iludir
Oh, droga.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Terceiro soneto ao amor em forma de desastre

Receio, Desastre, que para sempre vá embora
Sem ti, minha vida é jogada fora.
Desastre, tua ausência é tão sentida
Longe de você, não vivo mais minha vida.

Desastre, por que deixou-me assim?
Sem ti, só espero pelo fim
Desastre, venha para mais perto
Só uma vez, vamos fazer o que é certo.

Vivamos sem medo
Sonhemos uma vida melhor
Durmamos tarde e acordemos cedo.

Façamos dessa vez tudo diferente
Viajemos em um mundo maior
Vivamos para sempre esse sonho adolescente.

sábado, 17 de julho de 2010

Chá das cinco

Aquele açúcar do chá
Poderia ser trocado pelo doce de teus lábios.

A porcelana da xícara
Poderia ser trocada por sua também delicada pele.

O dourado dos talheres
Poderia ser o dourado de suas tranças.

O calor emanante da bebida
Poderia ser substituído pelo calor de seu corpo.

O aroma da hortelã do chá
Poderia ser o cheiro de teu perfume.

O vazio na cadeira vizinha
Poderia ser preenchido por ti.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Carta do mundo dos mortos

Alguém? Existe alguém aqui?
Caso existir, por favor, salve-me
Tire-me dessa solidão

Eu já não posso mais suportar
Ouvir apenas meus lamentos
Meus gritos de sofrimento

Eu apenas quero alguém para me ouvir
Alguém para me amar
E me tirar desse mundo sofrido

Então, se você estiver lendo esta carta,
Traga-me de volta à vida
Apenas ame-me só mais uma vez, querida

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A verdade, a derrota.

Rendo-me à verdade
Rendo-me à infelicidade
Admito que estou miserável
Admito que nunca fui feliz

Desastre jamais me amou
Bárbara nunca existiu
Primavera jamais floresceu
E meu coração foi o único que naufragou

A verdade é que estou derrotado
A verdade é que tudo nunca passou de uma ilusão
A verdade é que só me resta a dor

A verdade é que fui morto pelo amor
A verdade é que eu apenas fui esquecido
E, por isso, morri.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tempo, tempo, tempo.

Olhe agora para o passado
Para tudo aquilo que você queria ter mudado
Olhe depois para o passado
Para aquelas coisas que você não deveria ter errado
Mas o tempo não é nada
Perto de alguém que sabe o que com ele fazer.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tudo o que eu queria

Às vezes, eu só queria que você fosse sincera
Eu só queria você aqui de novo
Eu só queria ouvir palavras bonitas de ti
Eu só queria sentir-me amado
Eu só queria te conhecer
Eu só queria te abraçar
Eu só queria sentir tua pele colada à minha
Eu só queria que você me aceitasse
Ou que acabasse com tudo
Eu só queria uma definição
Eu só queria sentir que você está lá
Eu só queria ser ele
Eu só queria ter você.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sonheto

Por favor leitor
Não acredite nesses amores
Não creia nessas minhas decepções
Não ame as minhas musas

Pois nenhum desses amores foi real
Nenhuma decepção foi sofrida
Nenhuma musa nunca existiu

Chame-me de farsa, plagiário ou do que quiser
Pois nada disso foi por mim criado
Muito menos vivido

Os poemas que escrevo não são experiências nem invenções
São apenas sonhos metrificados
São acontecimentos que nunca aconteceram
São apenas os meus sonhos de uma vida melhor.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Primavera

Ah, meu amor é mais belo que um dia de primavera
Perto dela os lírios não ousam desabrochar
Por não serem tão alvos quanto ela

Os rouxinóis sequer cantam ao seu lado
Para não competirem com sua voz

Ela é mais delicada que uma gota do orvalho
Mas deixa o meu coração mais quente que o magma

Seus lábios, mais doces que o mel
Levam-me aos sonhos mais bucólicos

E mesmo sendo tão suave quanto uma pluma
Fere tão profundamente a minha alma.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lá se vai

Lá se vai a minha amada
Forte como diamante
Delicada como uma pluma.

Lá se vai a minha querida
Jovem como um brotinho de feijão
Madura como uma árvore milenar.

Lá se vai o meu amor
Calma como uma gota que cai
Tempestuosa como um temporal.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O que mamãe sempre quis

Nega sempre o meu amor
Nega que cairá por mim
Mas eu sei e todos sabem
Que eu sou o que você merece

Eu sou o genro que sua mãe sempre quis
Mas não consigo te fazer feliz
Todos dizem que nasci para ti
Mas nunca te fiz sorrir

Então me diz o que devo fazer
Para você nunca me esquecer
O que eu devo ser
Para deixar de ser o genro perfeito
E tornar-me o seu garoto.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Bárbara

Para mim ela apareceu
Como se não fosse nada
E acabou por ganhar-me
E acabei por ficar sem Bárbara
Por ficar com nada

Ela apareceu
Como um oásis de amor
Nesse meu deserto de solidão
E acabou por mostrar-se apenas uma ilusão

Ela apareceu
Como uma personificação de meus sonhos
E nunca saiu de minha cabeça

Oh, Bárbara,
Não maltrate meu coração

Oh, Bárbara.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Crianças

Somos crianças, nada mais.
Não espere sabedoria,
Que entendamos sobre amor, poesia ou sobre a vida.
Não busque maturidade
Só espere atitudes infantis e irrelevantes
Porque acima de tudo, somos crianças.

Somos crianças, e isso é suficiente.
Espere de nós a mudança,
Que sonhemos com o amor, a poesia ou com outra vida.
Busque em nós a vontade
Não espere de nós o conformismo
Porque acima de tudo, somos crianças.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Segundo soneto ao Amor em forma de desastre

Ah , destrói-me! Desastre.
Ah, como destrói-me!
Ah, como sofro!
Pelo Desastre do Amor.

Volta! Desastre.
Volta! Completa-me!
Volta! E salva meu coração.
Volta! Acalma minha dor

Como preciso de ti Desastre.
Como preciso do teu sorriso.
Como preciso ficar em seus braços.

Preciso estar contigo
Não posso mais ficar perdido
Encontra-me! Desastre.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ela

Ela é tudo que ele precisa
Ela é tudo que ele sonha
Ela pode ver que ele está errando de novo
E ele sabe que nem sempre foi tão difícil assim.

Ela é tudo que o faz sofrer
Ela é tudo que o fez sorrir
Ela pode vê-lo fracassar outra vez
E ele sabe que nem sempre foi tão triste assim.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Por favor

Tudo que eu lhe peço
É que devolva meu coração
Por favor, devolva-me minha vida
Devolva-me a razão

Por favor, devolva-me a alegria
Devolva-me o meu sorriso
Por favor minha querida
Devolva-me a mim mesmo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Platônico

Eu te odeio tanto
E você nem sabe
Todo dia me vê
E acha que sou seu amigo
Vem e me abraça
Achando que eu gosto de ti

Mas a verdade
É que não lhe suporto
Que eu te odeio tanto
E você nem sabe

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vida

Compro, alugo, troco
Pego emprestado
Aceito até doações
Mas tudo que eu realmente quero
É uma vida

Uma vida totalmente autêntica
Com a qual eu me identifique
Quero viver, sofrer, ser feliz
E não mais ver minha vida passar diante de mim.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Soneto ao Amor em forma de desastre

Se é um desastre constante
Consegue ao mesmo tempo ser tão jeitosa
A cada tropeço seu
Me apaixono mais por ti

É a bagunça mais perfeita que há
Atrapalhada e doce
A cada objeto que derruba
Derruba-me também aos seus pés

Minha querida tão meiga e desajeitada
Acredito poder arrumar-lhe
Por um segundo fazê-la correta e perfeita

Levar-lhe ao caminho certo
Mas prefiro vê-la assim
Tão perfeitamente imperfeita.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Upset

I'm not really crazy
So don't get upset
I'm looking in your eyes to say why I'm mad
I'm mad with you
Mad about you

I'm not really crying
So don't get upset
I'm looking in your eyes to say why I'm sad
I'm sad with you
Sad about you
Sad 'cause you're going away.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ao Amor aniversariante

Me disseram que amor não era
"Amor sentem os namorados, e não os amigos."
Respondi-lhes que meu amor por ela não se limitava aos significados normais
Irreal, anormal, diferente... tudo, menos ordinário
Lembro-me de quando disseram que era uma amizade passageira
Impossível, com ela eu passaria o resto de minha vida, pois ela é o Amor
Amo-lhe, Amor.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Nunca

Nunca mais amarei
Porque o amor só proporcionou-me tristeza
Nunca mais correrei atrás de ti
Porque sempre caio, corto-me e sofro
Nunca mais olharei em teus olhos
Porque eles levam-me apenas à perdição
Nunca mais te procurarei
Porque perco-me cada vez mais em suas mentiras
E, infelizmente, nunca mais te esquecerei
Porque és a única que me fez sentir vivo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O mentiroso

Sou um grande mentiroso
Por tão bem dissimular
Por fingir que não penso em ti
Que quando te vi com ele não sofri.

Por te enganar
Por dizer estar feliz por vocês dois
Por estar escrevendo
Quando por teu amor deveria brigar
E fingir que não me importo
Fingir não chorar.

Quando tudo que eu mais queria
Era te ter aqui
Era fazer-te sorrir
Era ser o motivo de tua alegria
Era ser teu último pensamento antes de dormir
E não apenas o teu
Amigo.

sábado, 5 de junho de 2010

Naufrágio

Meu amor foi para o mar
Levou meu coração junto de si
Nunca mais irá voltar
E lá do fundo do oceano
Nunca saberá o quanto eu sofri.
Nunca saberá o quanto eu a amo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Adeus

Não é só porque queremos que vai acontecer,
Não é só porque amamos que assim vai ser,
Não é só porque a gente quis
Que isso terá de acabar de uma maneira feliz.
Adeus minha cara, coberta em lágrimas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Instantâneo

Alguns pensam que o amor é como o símbolo de infinito
Mas é como um parênteses
Tem começo e tem final.

O nosso romance não deixa de ser igual
Eu olhei para ela
Ela olhou para mim
E chegamos ao nosso fim

Para mim tudo é instantâneo
Ela me beijou, eu fui feliz, por um instante
Ela foi embora, eu chorei, por um instante
Dos outros amores, o nosso não foi diferente.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O porquê de eu escrever.

Não escreverei aqui para que outros gostem ou virem fãs meus. Não quero sucesso de crítica ou de público. Não busco impressionar você ou ele. Não farei poeminhas para conquistar aquela gata do rolê.
Só quero me expressar, colocar para fora o que sinto, fazer poema apenas pelo prazer de fazer poema.


"A poesia é a interpretação de sentimentos nossos. Não tem por fim agradar." - Raul Pompéia