terça-feira, 31 de agosto de 2010

Um sonho

Ela era perfeita
Ela era doce
Ela me entendia
Ela me amava

Não! Por que tive de acordar?!
Oh, cadê o meu amor?
Não! Por que não posso mais sonhar?!
Oh, cadê o meu torpor?

Nós nos completávamos
Nós não temíamos nada
Nós amávamos um ao outro

Não! Por que não posso voltar?!
Ao meu sonho, à minha amada.
Não! Por que não posso mais amar?!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A renúncia

Eu já nem quero mais ser feliz.
Não. Seu amor eu nego.

Eu nem quero mais sorrir
Para seu amor sou agora cego.

Eu nem quero mais te amar.
De ti eu agora me desapego.

Eu nem quero mais te escrever
Então o nosso amor eu apago.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Soneto da Lua

Ah, como podes ser tão linda?
Como podes ser tão delicada?
Como podes ser tão branca?
Como podes ser tão brilhante?

Ah, por que estás tão distante?
Por que deixas minh'alma tão fraca?
Por que somes, minha amada?
Por que deixas minha vida tão sofrida?

Ah, Lua, por que estás tão longe?
Como podes ser tão doce?
Por que feres-me como uma falanje?

Oh, Lua, como podes ser tão maligna?
Por que não vês essas lágrimas em minha face?
E ainda assim ser tão digna.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Último soneto ao amor em forma de Desastre

Hoje não é mais nada
Veio como um furacão
E hoje não mais incomoda
Virou uma brisa que paro com a mão.

Era o sonho mais sublime
E a realidade mais triste
Hoje não mais me deprime
No meu coração não existe.

Desastre, fostes o melhor sonho
Levaste-me a lugares desconhecidos
Hoje, sem ti, me recomponho.

Desastre, destruístes minh'alma
Amplificaste todos meus gemidos
Tiraste para sempre toda minha calma.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Solidão

Para você, Solidão
Que eu queria escrever Adeus
Que eu queria fazer rimas
Sobre Saudades e Até-logos

De você, Solidão
Que eu queria sentir saudade
Eu queria não te ter
Eu queria por você sofrer.

Sem você, Solidão
Que eu quero viver
Um até nunca mais
Quem sabe me deixa em paz?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Canção do sofrimento

Cansei de sofrer tanto
De chorar todas as noites
E é por isso que canto
É por isso que tenho tantos cortes

Tantos anos de solidão
Tanto tempo sem amor
Vendo apenas escuridão
Acompanhado apenas do terror

Sem alguém para segurar
Sempre sozinho
Vertendo mais e mais lágrimas

Só eu e minhas lástimas
Sangrando por este espinho
Sem ninguém pra ser meu par

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inspiração

Inspire-me, querida
Preciso de ti dessa vez
Preciso de teu sorriso
Para iluminar meus versos

Inspire-me, princesa
Precisarei de ti outra vez
Precisarei de tua voz
Para acalmar meu coração

Oh, minha musa,
Mostre-me o que fazer
Porque sem ti
Sinto-me cego

Oh, minha cara,
Leve-me à verdade
Pois sem ti
Não sei o que é certo ou errado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Coração

Eu poderia te amar
Eu até gostaria
És tão amável
De sorriso cativante
E sempre a sonhar

Mas há um problema
Alguém aqui dentro
Discorda de mim
Esse coração lúgubre
Insiste em te criticar

Ele teima em te diminuir
Diz que não me mereces
Mas eu sei que ele diz isso
Por medo de ir embora
Que eu o entregue para a senhora

Ele teme ser deixado
Mudar de dono
Não lhe parece boa coisa
Ele teme ser partido
Depois de tanto ter sofrido.

Mas bem que eu poderia te amar...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um poema para você ver

Eu poderia escrever todas as palavras certas
Fazer versos decassílabos e Alexandrinos
Recheados de rimas e assonâncias
Com aliterações e prosopopeias

Milhões de estrofes eu escreveria
Dísticos e quartetos provariam meu amor?
Sinestesias lhe trariam para mim?

Eu faria sonetos louvando-lhe
Entre rimas ricas e pobres
Tentaria mostrar que nasceu para mim

Uma musicalidade graciosa provaria minha paixão.
Mas não são poemas que lhe trarão de volta
São ações, palavras concretas
E não sonhos e ações imaginárias.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sofia

Deste dia em diante,
Dedico minha vida a Sofia
Não desperdiçarei nem mais um dia
Meus dias que estão por vir
Às letras e a Sofia serão dedicados

Digo adeus à vida ociosa
Amarei apenas os estudos
Viverei em serviço da sabedoria
Espero que tenham aproveitado o tempo
Porque este, feliz ou não, é o fim.

Poema dedicado à Sofia Maggio.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tu

Tu que sempre fostes a mais querida
Todos adoravam-te mais que a própria vida
Nenhuma vez se sentes sozinha?

Tu que és a melhor em tudo que fazes
Nenhum erro ou equívoco
Nunca se fitaste perdida?

Tu que sempre mostras impassibilidade
Jamais se apegaste ou desejaste
Nunca pensaste em amar?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A mudança

Hoje acordei diferente
Diferente de mim mesmo
Diferente de ti.

Hoje acordei sem amar-te
Hoje eu questiono se és a coisa certa para mim
Hoje não sou mais o tolo que fizeste chorar.

Hoje eu e tu não formamos um "nós"
Hoje a ideia é mudar
Hoje a ideia é te deixar.

Mas eu sei que não conseguirei
Logo voltarei, porque sei
Que não existo longe de ti.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Suposições

Suponhamos que eu sinta a sua falta
Suponhamos que eu me importe
O que você faria?
Por mim, todas as noites choraria?

Suponhamos que você seja meu mundo
Suponhamos que, por ti, meus olhos ficaram vermelhos
O que você pensaria?
Que sou um fraco, que não lhe merecia?

Suponhamos que nada disso seja mentira
Que todas noites meus sonhos você inspira
Que você seja aquela que o meu coração chateia
Isso lhe faria mudar de ideia?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Autobiografia

Nunca realizará metade dos seu sonhos
Nunca fará uma garota feliz
Será apenas mais um na multidão
Não mudará nada no mundo
Suas ideias não atingirão ninguém

Seus poemas não a conquistarão
Suas piadas não a farão rir
Será o único a continuar sozinho ao final da festa
Será coadjuvante em tua própria vida
Será sempre você, Lucas

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Quarto soneto ao Amor em forma de Desastre

"Apenas você e eu, Desastre."
Minhas pernas tremiam
"Tu nunca fizeste isso antes, não é, Lucas?"
Meu coração palpitava

"Não, nada sei sobre isso, Desastre."
Meus medos transpareciam
"Em meus braços, seguro estás. "
Meu sonho se realizava

Pelos braços a guiava
Desastre era minha menina
Desastre era o puro alvor

Em meio à escuridão, ela brilhava
Naquela noite, não vi Desastre sob a neblina
Vi apenas o Amor.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um poema

Um poema para me fazer bem
Com todas as palavras que eu queria ouvir
É o que eu queria

Um jeito mais fácil de se viver
Sem tristezas ou adversidades
É o que eu queria

Uma garota para me chamar de "Amor"
Afagar meus sofrimentos
É o que eu queria

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sobre você

Obrigado, minha cara
Por todas as lágrimas que derramei
Por todas as noites que não dormi
Por meu coração partido

Obrigado, querida
Sem ti, meu sonhos seriam ermos
Eu até teria uma vida
Quem sabe alguém me amaria

Obrigado por existir.