segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pesadelos.

Veja só o que me disseram hoje, querida:
Disseram-me que não existes.

Absurdo, não?
Pois se não existes,
Com quem durmo?
Quem é que me acalma
Quando sofro de solidão?

Se não existes,
Que mãos me afagam?
Que corpo me aquece
Durante a noite fria?

Se não existes,
De quem são os olhos que vejo
À noite quando vou dormir?
E os beijos, estes hão de ser teus.

Querida?
Responda-me, querida.
Querida?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Deixem-me ser.
Não aguento mais censuras.
Chega de sanções.
Não me cortem o cabelo.
Parem com as castrações.
Deixem-me livre.

Deixem-me na água.
Não me forcem a nada.
Deixem-me nadar.

Não me puxes pelo pulso, não,
Toma-me pela mão.
Sim, toma-me pela mão.
Pois não é que não quero ir,
Apenas não quero ir desse modo.

Vamos com amor?
Vamos com arte?
Vamos com respeito?
Eu iria com prazer.