Bateram à porta.
"Quem é?"
"Sou eu", uma voz de menina.
Porta aberta, se não é Marina.
"Que" não grata "surpresa."
"Então, como anda a vida?" e já fui esquecida?
"Bem, ando bem" apesar das memórias que contigo vêm "e você?"
"Tudo bem também, finalmente encontrei alguém" melhor que você.
- Nada faz sentido com Marina. -
"Ah, eu também" mas eu, evidentemente, a comparo
[todos os dias a tudo que você foi, poderia ter sido,
[era, é, será, significou, significa e significará pra mim, mas ela é legal.
"É bom te ver bem assim" e tirar tudo do lugar, você não se esquece de mim.
"É bom te ver também, mas tem algum motivo a visita?" e fica um pouco mais?
"Não, nada não," não se empolga
"só tava na região e o João me disse que você ainda morava aqui."
"Ah", poeta longe dela, ahs, ohs e ahams, na sua frente.
"Então, a gente se vê por aí" talvez dentro de outros sete ou oito anos
"É, se cuida" porque pedir pra cuidar de mim não dá mais.
Marina sempre Marina.