sábado, 16 de fevereiro de 2013

(Este poema não se interessa por discussões religiosas,
Se há um deus ou não, pouco importa,
Se iremos para o céu ou inferno, menos ainda).

Mas, se houver coisa tal,
O amor não foi criado por Deus,
Pois o amor é tudo que se põe nas histórias
Como digno do inferno.
Sim, ele é lindo,
Sim, é a melhor coisa que já provei,
Mas, amigos, isso é justamente o que é posto
Como ato do Demônio,
Sim, lindo, tentador, atraente,
Mas, no fundo, apenas dor,
Sofrimento e angústia.

E não há no mundo
Coisa melhor que o amor.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

É carnaval, mas os foliões põem-se agora a dormir.
Sim, já é tarde para se falar de carnaval,
A alegria e os sonhos foram queimados,
E as cinzas de todos confetes e máscaras
Encontram-se agora no chão.

Mas tudo bem, sempre preferi o fim,
Sempre me foram mais adoráveis as consequências,
E não as causas daquelas.
Sempre preferi observar a fazer.

Sim, é carnaval e este já está a terminar,
Sim, o querido carnaval,
O carnaval de tantas alegrias,
Tantos amores e beijos,
Mas não, não hei de criticá-lo,
Tampouco louvá-lo.
Sim, o querido carnaval.

Não preciso criticá-lo ou louvá-lo,
Apenas pô-lo como realmente é.
O carnaval é apenas o que queríamos ser,
Máscaras, fantasias e alegria,
Não, o carnaval é o que somos,
Sim, o carnaval é o que somos.
Alegria, sonhos, amores,
Até o momento do fim,
O momento da morte.
O momento em que somos
Suvenires para os outros,
Meras cinzas dos sonhos,
Lembranças do que fomos.

Mas lembre-se:
O carnaval-nós,
Hora ou outra,
Acaba.