terça-feira, 27 de julho de 2010

Soneto para Victor Bagy

Às vezes eu sonho ser igual a ti
Tão genial e seguro de si
Jamais hesita ou erra
Encarando partidas como a uma guerra

Eu queria apenas saber como fazer
Para tão genialmente uma meta defender
Eu queria como você voar tão alto
E é por isso que neste soneto te exalto

Ah, como eu queria ser assim tão bom
Eu poderia também ser tão ágil
Mas talvez eu devesse nascer com um dom

Se eu pudesse ser também tão mágico
Seria como você o melhor de todo o Brasil
E é por isso que tua habilidade eu versifico.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sem título

Não posso me apaixonar
Não posso sofrer
Não posso me perder
Não posso amar
Não posso me iludir
Oh, droga.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Terceiro soneto ao amor em forma de desastre

Receio, Desastre, que para sempre vá embora
Sem ti, minha vida é jogada fora.
Desastre, tua ausência é tão sentida
Longe de você, não vivo mais minha vida.

Desastre, por que deixou-me assim?
Sem ti, só espero pelo fim
Desastre, venha para mais perto
Só uma vez, vamos fazer o que é certo.

Vivamos sem medo
Sonhemos uma vida melhor
Durmamos tarde e acordemos cedo.

Façamos dessa vez tudo diferente
Viajemos em um mundo maior
Vivamos para sempre esse sonho adolescente.

sábado, 17 de julho de 2010

Chá das cinco

Aquele açúcar do chá
Poderia ser trocado pelo doce de teus lábios.

A porcelana da xícara
Poderia ser trocada por sua também delicada pele.

O dourado dos talheres
Poderia ser o dourado de suas tranças.

O calor emanante da bebida
Poderia ser substituído pelo calor de seu corpo.

O aroma da hortelã do chá
Poderia ser o cheiro de teu perfume.

O vazio na cadeira vizinha
Poderia ser preenchido por ti.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Carta do mundo dos mortos

Alguém? Existe alguém aqui?
Caso existir, por favor, salve-me
Tire-me dessa solidão

Eu já não posso mais suportar
Ouvir apenas meus lamentos
Meus gritos de sofrimento

Eu apenas quero alguém para me ouvir
Alguém para me amar
E me tirar desse mundo sofrido

Então, se você estiver lendo esta carta,
Traga-me de volta à vida
Apenas ame-me só mais uma vez, querida

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A verdade, a derrota.

Rendo-me à verdade
Rendo-me à infelicidade
Admito que estou miserável
Admito que nunca fui feliz

Desastre jamais me amou
Bárbara nunca existiu
Primavera jamais floresceu
E meu coração foi o único que naufragou

A verdade é que estou derrotado
A verdade é que tudo nunca passou de uma ilusão
A verdade é que só me resta a dor

A verdade é que fui morto pelo amor
A verdade é que eu apenas fui esquecido
E, por isso, morri.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tempo, tempo, tempo.

Olhe agora para o passado
Para tudo aquilo que você queria ter mudado
Olhe depois para o passado
Para aquelas coisas que você não deveria ter errado
Mas o tempo não é nada
Perto de alguém que sabe o que com ele fazer.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tudo o que eu queria

Às vezes, eu só queria que você fosse sincera
Eu só queria você aqui de novo
Eu só queria ouvir palavras bonitas de ti
Eu só queria sentir-me amado
Eu só queria te conhecer
Eu só queria te abraçar
Eu só queria sentir tua pele colada à minha
Eu só queria que você me aceitasse
Ou que acabasse com tudo
Eu só queria uma definição
Eu só queria sentir que você está lá
Eu só queria ser ele
Eu só queria ter você.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sonheto

Por favor leitor
Não acredite nesses amores
Não creia nessas minhas decepções
Não ame as minhas musas

Pois nenhum desses amores foi real
Nenhuma decepção foi sofrida
Nenhuma musa nunca existiu

Chame-me de farsa, plagiário ou do que quiser
Pois nada disso foi por mim criado
Muito menos vivido

Os poemas que escrevo não são experiências nem invenções
São apenas sonhos metrificados
São acontecimentos que nunca aconteceram
São apenas os meus sonhos de uma vida melhor.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Primavera

Ah, meu amor é mais belo que um dia de primavera
Perto dela os lírios não ousam desabrochar
Por não serem tão alvos quanto ela

Os rouxinóis sequer cantam ao seu lado
Para não competirem com sua voz

Ela é mais delicada que uma gota do orvalho
Mas deixa o meu coração mais quente que o magma

Seus lábios, mais doces que o mel
Levam-me aos sonhos mais bucólicos

E mesmo sendo tão suave quanto uma pluma
Fere tão profundamente a minha alma.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lá se vai

Lá se vai a minha amada
Forte como diamante
Delicada como uma pluma.

Lá se vai a minha querida
Jovem como um brotinho de feijão
Madura como uma árvore milenar.

Lá se vai o meu amor
Calma como uma gota que cai
Tempestuosa como um temporal.