terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O dia em que eu aprendi a desistir.

Tinha de tudo para ser um dia comum,
Lágrimas, desespero, amor e mais amor.
Mas incrivelmente não o foi,
Tive a decepção amorosa diária, sempre a tenho,
Mas em lugar das lágrimas e do desespero eu me conformei.
Não me amas, entendo.
Não me amas, adeus.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

coração sara.

eu sei que já disse isso,
mas destruíste meu coração, querida.
agora não sei se ele sara,
meu coração sara?

seu coração, sara,
que muito podia ser meu,
ele sara.
mas seu coração está bem,
é o meu coração que não, sara.
e o meu coração que não sara.

não vou te dar
esse coração nunca mais, sara,
pois eu sei que
esse coração nunca mais sara.

sara, coração.
sara, por favor.
sara, me dá a alegria de volta,
coração, sara,
sara, coração.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tenho saudades das meninas com quem não conversei.
De todos os sorrisos que não foram para mim,
Dos seus olhares que acidentalmente encontraram o meu,
De todos os sentimentos que elas não tiveram por mim.

Tenho dó de mim
Ao pensar que todas as moças por quem me apaixonei
Poderiam ter me amado de volta,
Se eu ao menos tivesse mostrado esse amor.
Ou se eu não fosse um completo tolo.

Tenho dó de mim
Por não ter passado mais tempo a admirá-la,
Por não ter quebrado as regras e ficado lá por mais alguns minutos,
Por ter tido medo de falar contigo,
Por não ter te amado completamente.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O amor, os livros.

Certamente dirão que estou errado,
Ou que amar demais não leva a nenhum lugar.
De certo modo, eu mesmo concordo,
De fato, exagero no amor,
E todos escritores que leio me dizem o mesmo.

Todos os filósofos franceses acham-me tão tolo.
Todos eles mostram-me que eu não deveria sentir isto,
Que és uma ilusão, que jamais seremos um par.

E os psicanalistas, que veem-me tão solitário,
Que sabem que tenho carência afetiva,
Que contam ao mundo que crio amores
Apenas porque ninguém jamais retribuiu todo o amor que eu quis dar.

Mas todos os poetas russos
Não fazem ideia do que falam.
Pois nenhum poeta russo
Jamais te viu com aquela tua purpúrea blusa.

Bem, para o inferno com todos estes sábios.
Nenhum grande escritor jamais sentiu um amor como esse,
Nenhuma pessoa do mundo o fez.
E não digo isso crendo ser especial,
Digo crendo apenas ser eu.

E nenhum romance do século XIX substituirá teu calor,
Nenhuma musa grega olha-me da maneira que me olhaste,
E nenhuma sabedoria preencherá esse vazio.

Não quero ser bem sucedido,
Não quero ter belos poemas.

Se eu apenas tivesse teu corpo junto ao meu uma só vez,
Minhas mãos nas tuas lascivas ancas.
E esse teu lado que era só meu.
Mesmo que eu não fosse nada para ti.