terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O amor, os livros.

Certamente dirão que estou errado,
Ou que amar demais não leva a nenhum lugar.
De certo modo, eu mesmo concordo,
De fato, exagero no amor,
E todos escritores que leio me dizem o mesmo.

Todos os filósofos franceses acham-me tão tolo.
Todos eles mostram-me que eu não deveria sentir isto,
Que és uma ilusão, que jamais seremos um par.

E os psicanalistas, que veem-me tão solitário,
Que sabem que tenho carência afetiva,
Que contam ao mundo que crio amores
Apenas porque ninguém jamais retribuiu todo o amor que eu quis dar.

Mas todos os poetas russos
Não fazem ideia do que falam.
Pois nenhum poeta russo
Jamais te viu com aquela tua purpúrea blusa.

Bem, para o inferno com todos estes sábios.
Nenhum grande escritor jamais sentiu um amor como esse,
Nenhuma pessoa do mundo o fez.
E não digo isso crendo ser especial,
Digo crendo apenas ser eu.

E nenhum romance do século XIX substituirá teu calor,
Nenhuma musa grega olha-me da maneira que me olhaste,
E nenhuma sabedoria preencherá esse vazio.

Não quero ser bem sucedido,
Não quero ter belos poemas.

Se eu apenas tivesse teu corpo junto ao meu uma só vez,
Minhas mãos nas tuas lascivas ancas.
E esse teu lado que era só meu.
Mesmo que eu não fosse nada para ti.

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