segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dezessete

Eu deveria estar diferente
Eu deveria estar contente
O mundo me parece igual
O mundo me parece tão normal

O céu continua cinzento
O mundo continua nojento
A cidade continua melancólica
A vida continua metafísica

Aos dezessete, eu deveria ser alguém
Aos dezessete, eu deveria ter ido além
Mas ainda sofro como quando era pequeno
Mas ainda tomo do seu veneno.

Dezessete pessoas se perderam na multidão
Dezessete sonhos se perderam na minha mão
Eu deveria ter me dedicado às letras.
Eu deveria ter te esquecido com dezessete outras

Mas nem dezessete mil anos me fariam esquecer-te.

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