terça-feira, 5 de abril de 2011

Clearly non-Luqué!

Amor.

Tamanha invenção, honestamente.
O amor não existe, hormónios existem.
Ter um par nesse mundo.
Alma-gémea, bobagem,
Pois até mesmo os gémeos são diferentes.
E mesmo assim, não existe uma pessoa para você,
Não, existem muitas pessoas por aí
E várias delas podem ser suas.
Mas nenhuma nasceu para você,
E nem você nasceu para alguém.
Você é seu e nada mais.

Amor.

Idiotice, parvoíce, ingenuidade.
Acreditar em final feliz, e que não vive sem seu par.
Tolice, e das grandes.
Continuará a viver sem seu par,
E ele viverá sem você.
Se viveram até hoje sós, por que agora precisam um do outro?

Amor.

Está nos outros, disseram.
Disseram que aquela garota era o amor, ao menos para mim.
Mas se o amor está encarnado nelas
Porque devo chamá-las de amor?
E não de Mariana ou Daniela?

Amor

Tão crível quanto os deuses.
Deus é o amor.
O amor é um deus.
Minhas provas da existência de amor
E de deuses são iguais:
Apenas pessoas carentes de atenção,
Que buscam em outros,
Sejam pessoas reais ou não,
O complemento deles mesmos.

Amor.

Ou neurotransmissores?
Nossos hormónios são o amor.
Nossos instintos naturais são o amor.
A necessidade de procriar
E manter a espécie.
É isso que chamam de amor.

Amor.

Está em canções, filmes e livros,
Em nossa imaginação,
Mas nunca na realidade.

Amor.

Foi criado por alguém.
Para que ouvissem essas canções
Vissem os filmes e os livros fossem vendidos.
E para que os poetas vivessem.

Amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário