sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O seu poema.

Eu tinha apenas treze anos,
E ninguém jamais me havia sorrido.
Foi aí que você apareceu,
Tirando-me daquele mundo, mostrando que há sim vida,
Mas há vida sem você?

Eu deveria ter lhe mostrado Laura Marling,
Você amaria.
De certo que amaria.
Mas de que adiantariam todos aqueles acordes ingleses,
Aquelas rimas tão bonitas,
Se no final eu seria o seu Fink?

Lembrei que não sou nada na sua vida,
Embora você seja a minha.
Mas tudo bem, está sempre tudo bem.
Quando perguntarem-me como estou,
Responderei "Está tudo bem."
Está sempre tudo bem?

Se alguém um dia me perguntar como é amar,
Eu direi que é maravilhoso,
Apontando-lhe como exemplo.
Se alguém um dia me perguntar como é amar,
Eu direi que é horrível,
Apontando-lhe como exemplo.

Nós somos um exemplo a todos jovens que querem amar.
Portanto, se estiverem a ler,
Amem como nós nos amamos,
Não errem como eu errei, não errem.

E agora eu passo noites a sussurrar,
Que você voltará,
Que tudo isso vai passar,
Que as coisas vão melhorar.
E agora eu passo noites a mentir.

Se doeu? Doeu sim, bastante.
Mas eu não negaria viver tudo novamente,
Você fez eu me sentir tão bem.

Eu menti pra você,
Mas aqui está o seu poema.
Você fez eu me sentir tão bem.

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