terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Não temos finais felizes,
Tampouco infelizes.
Todos os finais são iguais,
Todos os finais são nada.

Lembra daquela menina
Por quem você se apaixonou na sétima série?
Ela morrerá, como todos nós.
Não ela menina inocente da sétima série,
Pois essa já está sepultada
E só vive em seu coração.
Mas sim ela a moça hoje quase adulta,
Que terá um filho em alguns anos,
Mas o garoto que sairá daquele útero não é seu garoto,
E pouco importa, ele também morrerá
Assim como você e eu.

Aquela artista que adoro também morrerá,
As palavras dela também morrerão.
É possível que ela morra antes das palavras,
Ou que elas morram antes dela.
Ao menos as palavras foram lindas
Enquanto viveram.

Pois é isso que devemos fazer:
Temos de ser lindos enquanto vivermos,
Temos de marcar a vida destrutível vida daqueles por quem passamos.
Somos navios em alto mar, meu amigo,
E tudo que sonhamos é sermos adoráveis para as pessoas no porto.
Chamemos a atenção das moças que acenam,
Mas jamais aportemos, jamais.
Elas não podem saber que somos barcos de pequeno porte,
Que logo afundaremos, como tudo na vida.

Nós nascemos para morrer,
E temos de fingir que com isso não nos importamos.
Mas não se esqueça da menina da sétima série enquanto vivermos.

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