Pobre daquele que é diferente,
Daquele que é estranho perto dos outros,
Que é malvisto por todos os homens,
Mas só queria ser deixado em paz.
Pobre do pássaro doido,
Que quando o homem encontra, mata.
Ele não teme o homem, vai ao seu encontro
E, desengonçadamente, serve como jantar.
Pobre do pássaro esquisito,
Que nem mesmo tem beleza,
Antes fosse um cisne, belo e altivo,
Os homens não o matariam com tanto prazer.
Pobre do pequeno dodô,
Se ao menos voasse como o albatroz
Ele seria bonito em seus domínios
Feito o príncipe das nuvens.
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