quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Amor adotivo.

Eu ia te escrever um poema,
Seria dos melhores, coisa brilhante,
Mas jamais poderias lê-lo.
De que adiantaria?

Imagina o amor que eu podia ter, seria maior que uma baleia.
Todas as referências que eu colocaria nele,
Tudo que te faria lembrar de mim,
Sabes o que eu poderia te escrever?

Eu criaria o carinho como um filho
E colocaria todo tipo de trocadilho,
Citações dos teus artistas favoritos,
Frases dos teus filmes prediletos.

Eu cuidaria de ti como um doutor, querida.
Não deixes que esse amor sossegue,
Pois como um cão ao seu dono segue
Eu vou atrás de ti, espero que essa luz não me cegue.

Mas eu posso ser um pouco mais leve,
E sonhar sobre dias contigo em um bosque
Sonhar em olhar para as nossas estrelas
(Isso deveria estar no verdadeiro poema. Spoilers, querida).

E pouco importa se os outros não gostarem deste poema,
Só me importa o que achares dele, querida,
Um dia eu ainda o enviarei para ti,
Um dia eu ainda estarei aí.

Em nossa pequena cidade,
No nosso pequeno amor,
Na nossa pequena vida,
E pouco importam os outros.

Minha querida, que será de mim sem ti?
E tu, como consegues viver sem mim?
Mas o nosso amor não nasceu em nós, eu o escolhi,
E o nosso amor é meramente adotivo.

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