I
Eu, que nunca voei nem soube voar
Contarei uma história a vocês leitores
Sobre um garoto que amava o mar e o ar
E tinha a eles e às aventuras como amores
Ele voou, sonhou e fez sua história
Cheia de sorrisos, dores e glória.
II
Bem, comecemos do começo
Ele era jovem e curioso
Não necessariamente alguém que conheço
De qualquer modo, tornou-se grandioso
Junto dessa curiosidade veio um desejo
"Quero voar, conhecer tudo que apenas em livros vejo."
III
Foi então seguir seu sonho
Percebeu que precisava ser como uma ave
Enfrentaria todo problema, não importa se fosse medonho
Pois bem, construiria uma aeronave
Voaria alto pelos céus
E, lá de cima, veria todas naus.
IV
Procurava então alguém para o ajudar
Encontrou uma sábia garota
Ela prometeu que o colocaria no ar
Que ele voaria tal como uma gaivota
Ele encheu-se de esperança
E sorriu, como toda criança.
V
Ela então uma máquina desenhou
A "Incrível Máquina de Voar", ou IMV, se preferir
O projeto, o garoto adorou
E perdeu horas a sorrir
Pelo resto do dia só pensou na Incrível Máquina de Voar
E com ela, passou noites a sonhar.
VI
Puseram então as mãos à obra
Ele pegava os materiais, ela construía
Com tanto trabalho, cansaram-se uma hora
Seus braços, pernas, tudo doía
Resolveram então dedicar-se ao lazer
Brincaram de tudo, ignorando qualquer maldizer
VII
No dia seguinte, voltaram ao trabalho
À Máquina de Voar iriam se dedicar
Todavia, viram que algo era falho
A engenhoca não conseguia funcionar
A pobre menina entrou em desespero
Mas o garoto disse que o problema era mísero.
VIII
Eles então buscaram a solução
Ela encontrou o tal do problema
"Veja bem, a falha é neste pistão."
Arrumou por fim o sistema
Seus motores roncavam
Todas hélices giravam.
IX
A IMV finalmente subiu ao ar
Lá de cima o menino tudo via
As montanhas, colinas e todo o mar
Lá de baixo a menina sorria
Por seu amigo e sua máquina
Mas não é agora que a história termina.
X
O tempo foi passando
A IMV foi melhorada
O menino foi pensando
Que ela podia ser sua namorada
Não a máquina, que ele também amava
Mas a menina, em quem tanto pensava.
XI
Mas eram jovens, inaptos para o amor
Sonhavam com aventuras como amigos
Derrotariam um malfeitor
Das maldades tornar-se-iam inimigos
Virariam heróis para aquele povo
E fariam tudo aquilo de novo.
XII
Souberam de uma ilha que estava sob ataque
Começaram em definitivo as aventuras
Quando juntos, não há nada que os machuque
Subiram os dois às alturas
A ilha era o seu destino
No controle do leme ia o menino.
XIII
Ao aproximarem-se da ilha
Viram o caos tomando o litoral
O mar estava nas mãos de uma quadrilha
De piratas que buscavam o mal
Resolveram tentar aterrissar
Embora o chão mal conseguissem enxergar.
XIV
Os jovens então aterraram
Tentaram entrar escondidos
Mas os vilões logo os encontraram
E nossos heróis pareciam perdidos
Quando o bom menino reagiu
E alguns capangas com um forte golpe atingiu.
XV
Encontraram o líder dos piratas
Mas o garoto mostrou-se forte
Derrubou o homem como pisaria em baratas
E mostrou que a primeira vitória não foi mera sorte
Os dois saíram com a vitória
E começaram ali uma grande história.
XVI
O garoto começou a treinar
Pretendia virar um grande guerreiro
A espada iria dominar
Não temeria nem o mais forte arqueiro
Passou a se exercitar dia e noite
Dentre todos homens, seria o mais forte.
XVII
Ela não podia ficar atrás
Como boa estudiosa, buscou nos livros
Aprendeu diversas magias
Procurou ensinamentos de grandes bruxos
Dominou então os princípios da feitiçaria
Os vilões ela sempre derrotaria.
XVIII
Foram então os dois atrás de aventuras
No meio da grande cidade colocaram anúncios
"Grandes heróis procuram tarefas"
Sempre alertas, voavam sobre os edifícios
É claro que haviam se empolgado
Ao heroísmo não haviam chegado.
XIX
Mas eles pouco se importavam
Agiam como combatentes do crime
Com isso os dois se contentavam
E isso já é algo que se estime
Por mais que seus modos fossem infantis
No futuro, levariam as esperanças de muitos civis.
XX
O tempo passou de maneira muito rápida
Eles fizeram algumas tolas tarefas
Mas nada demais, tirar gato da árvore, arrumar pia entupida
Nada heróico para tão poderosas pessoas
A esse ponto não eram mais nossas crianças
Já eram adolescentes aptos para aventuras.
XXI
Os dois finalmente conseguiram uma missão
Num vilarejo distante, os desaparecimentos eram constantes
Foram à batalha sem discussão
Nosso já maduros mas antes infantes
Enfim foram à tal vila
E levaram coragem na mala.
XXII
Ao chegar deram com uma cidadela deserta
Foram logo falar com o líder daquele povo
O bom ancião disse que a causa não fora descoberta
Mas que tudo aquilo era muito novo
Todos desaparecidos haviam ido para a floresta
"Bem, então ir até lá é tudo que nos resta".
XXIII
Vários aldeões os repreenderam
Disseram que da floresta não voltariam vivos
Mesmo assim os jovens não se importaram
Ao bosque se dirigiram altivos
Partiram em busca da solução do caso
Embora no fundo temessem algo tão misterioso.
XXIV
Chegaram por fim à tal mata
De cara nada encontraram
Mas mais à frente uma coisa se constata
As pessoas não desapareceram
Na verdade estava todo mundo junto
Faziam parte de um tipo de culto.
XXV
Este culto era bastante confuso
Pareciam odiar o líder da aldeia
Queriam ele daquela terra excluso
Os heróis não entenderam essa ideia
De que o ancião era o malfeitor
E que tão bom homem causaria dor.
XXVI
Os jovens conversaram com os membros daquela sociedade
E entenderam que o mal não era o velho, mas algo que se apossou dele
Quando a noite caiu, o velho mudou de verdade
Ficara com pupilas vermelhas, cinzenta ficou a pele
Nossos protagonistas teriam de o deter
O nosso espadachim o enfrentaria sem temer.
XXVII
Lá foram os dois, rumo à batalha
O velho era agora bastante forte
Essa luta seria mais difícil que a da ilha
Teriam de derrotá-lo, mas queriam evitar a morte
Nossa pequena bruxa procurou em seus livros
E depois de um tempo encontrou algo sobre tais feitiços.
XXVIII
"Controle da mente, só pode ser isso"
E logo abaixo encontrou a solução
Dessa vez o garoto ouviu-a, foi submisso
Lutou e segurou o velho enquanto a garota preparava a poção
Ao terminá-la, a jovem xamã deu o elixir ao homem possuído
As marcas da maldição foram embora, o ancião estava curado.
XXIX
Terminado o trabalho, foram evoluindo e, enfim, voltaram para casa
Em sua cidadela natal, o casal foi ovacionado
Todos souberam das façanhas de dupla tão poderosa
Que um vilarejo inteiro os jovens haviam salvado
Tornaram-se então importantes heróis
Como já haviam sonhado, mas agora eram reais.
XXX
Depois de tanto festejo, veio o reconhecimento
A diversas missões foram eles encaminhados
Melhoraram bastante seu equipamento
Para todo tipo de batalha estavam preparados
Voavam para todo o continente
Conheciam e salvavam todo o tipo de gente.
XXXI
Os dois conheceram até a família real
Viraram deles amigos e até fizeram algumas tarefas para o rei
Nada de gato em árvore, combatiam o verdadeiro mal
"O maior guerreiro do mundo eu serei!"
Era o sonho de nosso soldado
E agora estava totalmente realizado.
XXXII
Tornaram-se lendários
De norte a sul, todos os conheciam
Eram ídolos para todos
De leste a oeste, todos os admiravam
Viraram os principais heróis
Eram defensores de todo o país.
XXXIII
Depois do surgimento deles, o mal desapareceu
Aquele mundo ficou tão calmo quanto o mar sem nosso herói
E por um momento do mar o nosso jovem esqueceu
E agora esse amor se reconstrói
Pela viagem e pelo mar
Esse tal amor por voar.
XXXIV
Resolveu então voltar às viagens
Deixou sua amiga protegendo a cidade
E foi pelo mundo conhecer as imagens
E foi com tamanha agilidade
Conhecer o mundo
Viajar num segundo.
XXXV
E lá está ele, voando pelos céus
Até hoje, nunca voltou
Deixou de lado todos troféus
Por tudo aquilo que tanto amou
Descobriu que o mundo era sua casa
E deixar de viajar seria como cortar uma asa.
XXXVI
E assim acaba esta história
De um garoto que amou e voou
De um garoto que deixou a glória
E da aventura nunca se cansou
Assim acaba a história de um voador
Que colocou em primeiro lugar o amor.
XXXVII
Eu, que nunca amei nem soube amar
Contei essa história a vocês amigos
De um garoto e seu amor por voar
De um garoto que encarou os perigos
Ele sonhou, voou até além da lua
Fez a história dele, agora falta só a tua.
Eu, que nunca voei nem soube voar
Contarei uma história a vocês leitores
Sobre um garoto que amava o mar e o ar
E tinha a eles e às aventuras como amores
Ele voou, sonhou e fez sua história
Cheia de sorrisos, dores e glória.
II
Bem, comecemos do começo
Ele era jovem e curioso
Não necessariamente alguém que conheço
De qualquer modo, tornou-se grandioso
Junto dessa curiosidade veio um desejo
"Quero voar, conhecer tudo que apenas em livros vejo."
III
Foi então seguir seu sonho
Percebeu que precisava ser como uma ave
Enfrentaria todo problema, não importa se fosse medonho
Pois bem, construiria uma aeronave
Voaria alto pelos céus
E, lá de cima, veria todas naus.
IV
Procurava então alguém para o ajudar
Encontrou uma sábia garota
Ela prometeu que o colocaria no ar
Que ele voaria tal como uma gaivota
Ele encheu-se de esperança
E sorriu, como toda criança.
V
Ela então uma máquina desenhou
A "Incrível Máquina de Voar", ou IMV, se preferir
O projeto, o garoto adorou
E perdeu horas a sorrir
Pelo resto do dia só pensou na Incrível Máquina de Voar
E com ela, passou noites a sonhar.
VI
Puseram então as mãos à obra
Ele pegava os materiais, ela construía
Com tanto trabalho, cansaram-se uma hora
Seus braços, pernas, tudo doía
Resolveram então dedicar-se ao lazer
Brincaram de tudo, ignorando qualquer maldizer
VII
No dia seguinte, voltaram ao trabalho
À Máquina de Voar iriam se dedicar
Todavia, viram que algo era falho
A engenhoca não conseguia funcionar
A pobre menina entrou em desespero
Mas o garoto disse que o problema era mísero.
VIII
Eles então buscaram a solução
Ela encontrou o tal do problema
"Veja bem, a falha é neste pistão."
Arrumou por fim o sistema
Seus motores roncavam
Todas hélices giravam.
IX
A IMV finalmente subiu ao ar
Lá de cima o menino tudo via
As montanhas, colinas e todo o mar
Lá de baixo a menina sorria
Por seu amigo e sua máquina
Mas não é agora que a história termina.
X
O tempo foi passando
A IMV foi melhorada
O menino foi pensando
Que ela podia ser sua namorada
Não a máquina, que ele também amava
Mas a menina, em quem tanto pensava.
XI
Mas eram jovens, inaptos para o amor
Sonhavam com aventuras como amigos
Derrotariam um malfeitor
Das maldades tornar-se-iam inimigos
Virariam heróis para aquele povo
E fariam tudo aquilo de novo.
XII
Souberam de uma ilha que estava sob ataque
Começaram em definitivo as aventuras
Quando juntos, não há nada que os machuque
Subiram os dois às alturas
A ilha era o seu destino
No controle do leme ia o menino.
XIII
Ao aproximarem-se da ilha
Viram o caos tomando o litoral
O mar estava nas mãos de uma quadrilha
De piratas que buscavam o mal
Resolveram tentar aterrissar
Embora o chão mal conseguissem enxergar.
XIV
Os jovens então aterraram
Tentaram entrar escondidos
Mas os vilões logo os encontraram
E nossos heróis pareciam perdidos
Quando o bom menino reagiu
E alguns capangas com um forte golpe atingiu.
XV
Encontraram o líder dos piratas
Mas o garoto mostrou-se forte
Derrubou o homem como pisaria em baratas
E mostrou que a primeira vitória não foi mera sorte
Os dois saíram com a vitória
E começaram ali uma grande história.
XVI
O garoto começou a treinar
Pretendia virar um grande guerreiro
A espada iria dominar
Não temeria nem o mais forte arqueiro
Passou a se exercitar dia e noite
Dentre todos homens, seria o mais forte.
XVII
Ela não podia ficar atrás
Como boa estudiosa, buscou nos livros
Aprendeu diversas magias
Procurou ensinamentos de grandes bruxos
Dominou então os princípios da feitiçaria
Os vilões ela sempre derrotaria.
XVIII
Foram então os dois atrás de aventuras
No meio da grande cidade colocaram anúncios
"Grandes heróis procuram tarefas"
Sempre alertas, voavam sobre os edifícios
É claro que haviam se empolgado
Ao heroísmo não haviam chegado.
XIX
Mas eles pouco se importavam
Agiam como combatentes do crime
Com isso os dois se contentavam
E isso já é algo que se estime
Por mais que seus modos fossem infantis
No futuro, levariam as esperanças de muitos civis.
XX
O tempo passou de maneira muito rápida
Eles fizeram algumas tolas tarefas
Mas nada demais, tirar gato da árvore, arrumar pia entupida
Nada heróico para tão poderosas pessoas
A esse ponto não eram mais nossas crianças
Já eram adolescentes aptos para aventuras.
XXI
Os dois finalmente conseguiram uma missão
Num vilarejo distante, os desaparecimentos eram constantes
Foram à batalha sem discussão
Nosso já maduros mas antes infantes
Enfim foram à tal vila
E levaram coragem na mala.
XXII
Ao chegar deram com uma cidadela deserta
Foram logo falar com o líder daquele povo
O bom ancião disse que a causa não fora descoberta
Mas que tudo aquilo era muito novo
Todos desaparecidos haviam ido para a floresta
"Bem, então ir até lá é tudo que nos resta".
XXIII
Vários aldeões os repreenderam
Disseram que da floresta não voltariam vivos
Mesmo assim os jovens não se importaram
Ao bosque se dirigiram altivos
Partiram em busca da solução do caso
Embora no fundo temessem algo tão misterioso.
XXIV
Chegaram por fim à tal mata
De cara nada encontraram
Mas mais à frente uma coisa se constata
As pessoas não desapareceram
Na verdade estava todo mundo junto
Faziam parte de um tipo de culto.
XXV
Este culto era bastante confuso
Pareciam odiar o líder da aldeia
Queriam ele daquela terra excluso
Os heróis não entenderam essa ideia
De que o ancião era o malfeitor
E que tão bom homem causaria dor.
XXVI
Os jovens conversaram com os membros daquela sociedade
E entenderam que o mal não era o velho, mas algo que se apossou dele
Quando a noite caiu, o velho mudou de verdade
Ficara com pupilas vermelhas, cinzenta ficou a pele
Nossos protagonistas teriam de o deter
O nosso espadachim o enfrentaria sem temer.
XXVII
Lá foram os dois, rumo à batalha
O velho era agora bastante forte
Essa luta seria mais difícil que a da ilha
Teriam de derrotá-lo, mas queriam evitar a morte
Nossa pequena bruxa procurou em seus livros
E depois de um tempo encontrou algo sobre tais feitiços.
XXVIII
"Controle da mente, só pode ser isso"
E logo abaixo encontrou a solução
Dessa vez o garoto ouviu-a, foi submisso
Lutou e segurou o velho enquanto a garota preparava a poção
Ao terminá-la, a jovem xamã deu o elixir ao homem possuído
As marcas da maldição foram embora, o ancião estava curado.
XXIX
Terminado o trabalho, foram evoluindo e, enfim, voltaram para casa
Em sua cidadela natal, o casal foi ovacionado
Todos souberam das façanhas de dupla tão poderosa
Que um vilarejo inteiro os jovens haviam salvado
Tornaram-se então importantes heróis
Como já haviam sonhado, mas agora eram reais.
XXX
Depois de tanto festejo, veio o reconhecimento
A diversas missões foram eles encaminhados
Melhoraram bastante seu equipamento
Para todo tipo de batalha estavam preparados
Voavam para todo o continente
Conheciam e salvavam todo o tipo de gente.
XXXI
Os dois conheceram até a família real
Viraram deles amigos e até fizeram algumas tarefas para o rei
Nada de gato em árvore, combatiam o verdadeiro mal
"O maior guerreiro do mundo eu serei!"
Era o sonho de nosso soldado
E agora estava totalmente realizado.
XXXII
Tornaram-se lendários
De norte a sul, todos os conheciam
Eram ídolos para todos
De leste a oeste, todos os admiravam
Viraram os principais heróis
Eram defensores de todo o país.
XXXIII
Depois do surgimento deles, o mal desapareceu
Aquele mundo ficou tão calmo quanto o mar sem nosso herói
E por um momento do mar o nosso jovem esqueceu
E agora esse amor se reconstrói
Pela viagem e pelo mar
Esse tal amor por voar.
XXXIV
Resolveu então voltar às viagens
Deixou sua amiga protegendo a cidade
E foi pelo mundo conhecer as imagens
E foi com tamanha agilidade
Conhecer o mundo
Viajar num segundo.
XXXV
E lá está ele, voando pelos céus
Até hoje, nunca voltou
Deixou de lado todos troféus
Por tudo aquilo que tanto amou
Descobriu que o mundo era sua casa
E deixar de viajar seria como cortar uma asa.
XXXVI
E assim acaba esta história
De um garoto que amou e voou
De um garoto que deixou a glória
E da aventura nunca se cansou
Assim acaba a história de um voador
Que colocou em primeiro lugar o amor.
XXXVII
Eu, que nunca amei nem soube amar
Contei essa história a vocês amigos
De um garoto e seu amor por voar
De um garoto que encarou os perigos
Ele sonhou, voou até além da lua
Fez a história dele, agora falta só a tua.
Epopeia dedicada a Felipoteoteote.
Dedicado a um homem! Que guei.
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