sexta-feira, 24 de junho de 2011

O sangue.

Meu corpo aberto
Por uma navalha que me deste.
Meu coração aberto
Ao teu amor, a tudo que quiseres.

Meu sangue escorria
Eu, biologicamente, morria.
Meu sangue escorria
Eu, emocionalmente, nascia.

Meu sangue não mais corre
Escorre somente, escorre para fora de mim.
Escorre com ele a dor, o sofrimento
Passado sem ti, Medusa.

Meu corpo mutilado.
Finalmente sinto-me vivo.
Meu sangue por ti derramado.
Arde, mas é a menor dor que posso ter sentido.

Meu amor, nosso sangue,
Sangue de dois, vertendo do que será cicatriz.
Meu sangue, nosso amor,
Com o qual uma vida inteira escrevi e fiz.

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