sexta-feira, 4 de maio de 2012

Brincadeiras.

Tratas como uma brincadeira
Teu amor, meus medos.
Assim como trato minha poesia,
Sem afinco nem paixão nenhuma.

Tratas como uma brincadeira
Ao zombar de meus amores,
Ao zombar de minhas perdas,
Com sorrisos, com sadismos. 

Tratas como uma brincadeira,
Quando dizes, quando mentes.
Ah, prometes teu amor,
Uma triste brincadeira.

Essa brincadeira tão maldosa.
Dá-me falsas alegrias.
Faz sonhar que posso alegrar-me,
Faz sonhar que posso tê-la.

Chamas todos para uma brincadeira,
Teus amigos, todos são chamados
Mário, Carlos, não esqueces deles,
Todos outros são lembrados.

Mas na tua brincadeira,
Só esqueces um garoto,
Último a ser chamado,
Último a ser amado.

Fora só deixaste ele,
Fora só deixaste um menino.
Fora para sempre louco por ti,
Ah, mas deixas sempre um de fora.

Só eu.

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