quinta-feira, 19 de julho de 2012

O dia em que você morreu.

É, meu bem, eu te amava.
Eu te amava tanto,
Mas tiveste de morrer.

Os policiais entraram em casa,
Depois seguiram para o quarto.
Eis que depararam-se com uma triste imagem:

Eu e você na cama,
Eu vivo
Você morta.
Eu vivo.
E, bem, acho que também havia amor.

O chefe da polícia interrogava-me.
"Foi na cozinha?
Foi com a faca?
Como a levou para a cama?"
Eis que respondi-lhe.
"A matei enquanto dormia."

Aquela frase não parecia nada de extraordinário,
Mas fez um estrago sem igual.
Eis que os policias não eram reais,
Eis que a matei em meus sonhos,
Eis que a faca não era real,
Eis que o amor não existia.

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