quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Não escrevo para obter algum sucesso,
Ou viver disso a receber milhões.
Escrevo para dar longa vida à arte,
Escrevo apenas para não sofrer,
Projetando o sofrer no papel branco,
Retirando-o do meu peito preto.

Eu escrevo para só os críticos rirem,
Ao implorar para não me rotularem,
Quando bradar que não me enfiem fôrma
Ou uma forma como devo escrever.
Para o inferno com qualquer dessas formas,
Escrevo bem como bem entender.

Faço do poema uma maquiagem,
Onde posso esconder os meus segredos.
Sem esquecer de pintar minha vida.
Também tenho de embelezar as moças,
Eu escrevo para as garotas corarem,
Reconhecendo-se em todos meus versos.

Por último, não me esqueço dos moços,
Garotos que amam meninas sublimes
E a quem um dia fui igual, antes disso.
Antes de pensar arte salvadora,
Antes de odiar as formas e rótulos,
De perder-me pelas mesmas meninas.

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