quarta-feira, 4 de maio de 2011

Espresso.

Eu sempre fui chá
Tinha asco por cafés.
Eu jurei pra mim mesmo
"Nunca gostarei de espresso."

Mas um dia tive de tomá-lo
Ou era espresso ou a sede.
Dei a princípio um pequenino gole,
Não era a pior coisa do mundo, nem a melhor,
Para aturar tive de adoçá-lo bastante.

Noutro dia lá estava o espresso
Resolvi tomá-lo de novo
Algo nele me cativara, eu bem sei.
Fazia-me vivo, tirava-me o enfado.
Bebi-o, dessa vez sem tanto açúcar,
Ao gosto já havia me habituado
O espresso não era mais por mim odiado.

Dias depois fui à mesa onde ele ficava.
O chá estava de volta
Mas peguei o espresso,
Preferi o espresso.
Mesmo tendo feito aquela promessa:
"Nunca gostarei de espresso."

Nenhum comentário:

Postar um comentário