segunda-feira, 30 de maio de 2011

Poema para a poetisa.

Devo admitir, és única.
É a primeira vez que faço isso.
Um poema a uma poetisa,
Um poema a ti, tão eu,
Poética e musical.

Não preciso admitir que és linda,
Tal qualidade é consensual.
Quem te vê já o sabe.
Teu sorriso, obliquamente perfeito,
Tua voz, tão docemente jovial.

Devo admitir, é irónico.
Escrever a quem escreve tão bem,
Não necessitas de minhas palavras,
És autossuficiente em tais termos.
És poética como nunca serei.

Não preciso admitir, te amo.
Já sabes disso, minha cara.
Quem me vê já sabe.
Meu sorriso, diferente quando te vejo.
Meus poemas, tão incrivelmente teus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário