Foi há um ano, nesse mesmo dia,
Que eu resolvi ser alguém
Começaria a escrever poesia
Fosse para o mal, fosse para o bem.
Um ano de musas e amores
De desastres e de dores.
Ano afrodisíaco esse que passou.
Aquela flor nesse ano o seu cheiro em mim deixou.
Um ano de muita dança
Sem jamais perder a esperança.
Um ano também cheio de sabedoria
Cultuada com uma bailarina e muita filosofia.
Um ano de rimas pobres e de métrica inexistente
Será que isso deixar-me-á contente?
Um ano de poesia de segunda mão.
Voltarei a ser o mesmo? Juro que não.
Pouco importa se foi bom ou se foi ruim,
Foi poesia.
Espero que isso jamais tenha um fim
Isso que começou há um ano, nesse mesmo dia.
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