quinta-feira, 1 de março de 2012

Sim, eu te culpo por tudo de errado que eu fiz,
E tu também sabes que a culpa cai sobre teu colo.
Pois se não tivesses traspassado minha vida como um punhal
Nada disso teria acontecido.

É bem verdade que eu ofendi teu namorado quando o vi,
Mas não é ele que eu odeio.
Odeio bem mais tu e eu,
Ao menos o eu que eu era há cinco anos.
Pois não foi esse teu namorado que te roubou de mim,
Fui eu quem te deixou partir sem oferecer resistência.

De qualquer jeito, amo-te,
Mas não te empolga, querida.
Pois amo-te Capitu de Matacavalos,
E não Capitu da praia da Glória.
Amo-te inocência,
E não perversidade.
Amo-te passado,
E não presente.
Amo-te menina que nunca foi minha,
E não esta que é de outros.

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