Lembrei-me hoje de como éramos,
Da nossa imaturidade,
Da nossa alegria.
Mas o que mais me tocou
Foi a lembrança de um simples facto,
Da maneira como amavas frases feitas.
É, as frases feitas que eu te dizia,
Versos de outros poetas,
Que eu recitava sem sequer saber que seria um.
Agora que vem a triste ironia,
Essa comicidade tão depressiva que há em mim,
A tragicomédia típica do meu coração:
Justo agora que tanto escrevo sobre ti,
Não te mostro os poemas,
Estás tão distante, jamais os lerás.
Imagino se os lesses,
Um poema qualquer
Dentre todos que são teus.
Em meio àquele incêndio emocional,
Derreter-te-ias de amor,
Ou sairias com medo do calor?
E você? Ainda escreveria se soubesse que ela leria? Ou só escreves com tanto amor e sinceridade por saber - com esperança de estar errado - que ela não lerá?
ResponderExcluir