Ela queria verdadeiro amor,
Foi o que me pediu,
Um poema em seu louvor.
Ela disse que faltava sentimento,
Que os versos eram falsos,
Não reflectiam o que realmente sinto.
Mas olha aqui, minha querida:
Como podes pedir por amor
Se não o regas em tua própria vida?
Meu amor é uma flor em teu jardim,
Jardim esse tua vida,
E tens de cuidá-lo não é para mim.
Já esse amor tão leviano que tens levado
É como flor de plástico,
Tem beleza, mas não é como o por mim cultivado.
Pedes por sentimentalismos
Mas não tens sentimentos.
Não posso te escrever sem motivos.
Nossa planta está já morta,
E esse amor é como regar cactos
No final das contas, pouco importa.
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