sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Imperfeito.

Não, eu não vou mais reclamar por seu amor,
Seria uma maldade, um desrespeito contigo.
A culpa é toda minha, querida,
Não mereço teu amor.

Honestamente,
Sou daqueles que, se perguntarem a uma moça comum
Sua descrição de um bom menino, de um menino amável,
Será exactamente a descrição.
Mas que quando elas os veem,
Não reconhecem,
Não são tão apaixonadas como dizem.

A poesia não me dá teu amor,
O conhecimento não conquista seu coração.
E eu não te culpo, amor,
Quem amaria um garoto como eu?
A culpa é toda minha,
É só minha,
Não mereço teu amor.

Imagina-me com alguém
E tenta não rir.
Eu sei que não conseguiste,
E nem haveria como,
Sou ímpar, nasci assim,
Não tenho par na vida,
E nem mereço ter.

Compara-me com aquele outro garoto.
Ele age infantil e tolamente,
Eu sou um garoto amável e maduro,
Ele não usa os pronomes correctamente,
Eu sou tão poético.
Ele tomou uma atitude,
E eu?
É, ele te mereceu,
Eu? Se não fosse tão medroso,
Até te mereceria.
Mereceria, assim mesmo,
No futuro do pretérito,
Mas que soa tão imperfeito.

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