Não, eu não vou mais reclamar por seu amor,
Seria uma maldade, um desrespeito contigo.
A culpa é toda minha, querida,
Não mereço teu amor.
Honestamente,
Sou daqueles que, se perguntarem a uma moça comum
Sua descrição de um bom menino, de um menino amável,
Será exactamente a descrição.
Mas que quando elas os veem,
Não reconhecem,
Não são tão apaixonadas como dizem.
A poesia não me dá teu amor,
O conhecimento não conquista seu coração.
E eu não te culpo, amor,
Quem amaria um garoto como eu?
A culpa é toda minha,
É só minha,
Não mereço teu amor.
Imagina-me com alguém
E tenta não rir.
Eu sei que não conseguiste,
E nem haveria como,
Sou ímpar, nasci assim,
Não tenho par na vida,
E nem mereço ter.
Compara-me com aquele outro garoto.
Ele age infantil e tolamente,
Eu sou um garoto amável e maduro,
Ele não usa os pronomes correctamente,
Eu sou tão poético.
Ele tomou uma atitude,
E eu?
É, ele te mereceu,
Eu? Se não fosse tão medroso,
Até te mereceria.
Mereceria, assim mesmo,
No futuro do pretérito,
Mas que soa tão imperfeito.
"Se não fosse tão medroso,"
ResponderExcluirAmor não é cousa a se temer.