Andava eu pelas lastimáveis
Ruas paulistanas, quando tropecei
Numa pedra tão pobrezinha.
A triste pedra nada me fez
E eu já ia maldizê-la,
Quando fitei-a com carinho.
A pobre pedra sofria,
Todos a ela odiavam,
Dizia que a atiraram.
As pessoas a repudiavam,
Queriam-na fora de seus sapatos,
Queriam-na longe, fora de seu caminho.
A lacrimosa pedra era odiada,
Criticavam-na quando selva,
Xingavam-na quando coração.
Mas se nem coração ela podia ser,
O que seria então a solitária pedra?
"Pobre pedra", eu pensava comigo mesmo.
Se a tirei do meu caminho? Que nada.
Tem uma pedra no meio do caminho?
Que bom.
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